quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sobre a final da Taça...






- Antes demais, não um grande jogo de futebol, sobretudo por mais responsabilidade do Sporting do que propriamente da Académica, que jogou e teve a sua postura, conforme mais lhe convinha, com bons resultados;

- É notória a grande dificuldade do Sporting em jogar contra equipas em bloco baixo, com boa concentração de jogadores, bom preenchimento dos espaços, e com todos os jogadores atrás da linha da bola. Essa dificuldade já vem desde Domingos e parece continuar. Ora, se atendermos a estas características, o facto do Sporting não ter tido uma postura pressionante e agressiva quando se encontrava sem bola, talvez se explique muita coisa;

- A Académica é uma equipa que frente aos grandes, pelo menos nos jogos que observei, deixava os centrais adversários assumir a construção com relativo à vontade, baixando o ponta de lança para perto da linha média. Assim aconteceu com Edinho, que quando a bola chegava à zona defensiva do Sporting, baixava para junto da linha média, com os centrais do Sporting convidados a construir. O Sporting é uma equipa que não tem centrais de equipa grande. Sim, porque quando é preciso assumir o jogo e não ter uma postura expectante e se convida os nossos centrais a construir, a partir daí tiramos as ilações. Dos centrais que o Sporting possui, só Rodriguez é um central com características razoáveis de construção, mas passa mais tempo no departamento médico do que propriamente no terreno;

- Porque é que uma equipa que está numa postura expectante, consegue várias transições ofensivas, como aconteceu com a Académica na tarde de Domingo? Responsabilidade do Sporting. Erros gritantes em construção, más tomadas de decisão por parte de alguns jogadores (Capel) com bola, e um distanciamento intersectorial acentuado, com espaço para as saídas em transição ofensiva que a Académica conseguiu e bem. Confesso que nem consegui perceber qual era a ideia do Sporting, que zonas queria pressionar, que atitude na perda da bola, não consegui perceber...

- Questão: no golo da Académica, aquando da perda de bola e consequente lesão de Polga no meio campo, com variação rápida de David Simão para o corredor, com Insua a fechar por dentro na zona do central que estava em recuperação depois de ter estado caído, quem deveria estar a fechar o segundo poste, onde Marinho aparece a cabecear sem oposição? Pois...

- Irrita-me solenemente ver um jogador que é idolatrado em Alvalade e a meu ver, claramente sobrevalorizado, pegar na bola no corredor esquerdo e sair em condução acelerada e frenética para o lado direito para entregá-la ao extremo contrário a um metro dele? Que benefícios? Qual o objectivo? Isto acontece frequentemente. Ora, se estamos a jogar contra uma equipa que concede poucos espaços, que tem uma densidade de jogadores elevada sobre a zona da bola, quando os conseguimos, tomamos este tipo de decisões com bola, estamos claramente a prejudicar o colectivo e a reduzir as nossas possibilidades de ter êxito;

- Se uma equipa nos concede a iniciativa do jogo, umas das maiores e principais premissas, é termos uma circulação de bola rápida, a toda a largura, aproveitando com paciência uma possível desorganização do adversário para tentar entrar no último terço. É uma das premissas essenciais. O Sporting não teve nada disso, contando-se pelos dedos das mãos, as oportunidades de golo criadas;

- Destaque individual para Adrien Silva. Dos jogos que vi da Académica na época que findou, esteve sempre em grande destaque. Tem, de CARAS, lugar no próximo plantel do Sporting. Espero que Sá Pinto seja da mesma opinião.

Nenhum comentário:

Postar um comentário