domingo, 5 de setembro de 2010

O duelo 2010/2011



A nível da classe de treinadores, será o duelo mais apetecível desta época. Dois treinadores que a maioria aprecia e admira, mas com estilos distintos, personalidades distintas, metodologias de treino distintas, mas creio, a mesma sede e ambição de vencer. De um lado Pep Guardiola, homem que chegou viu e venceu desde que se sentou no banco do Barcelona. Figura afável, simpática e com palavras sempre optimistas, é um líder nato e isso viu-se nas dispensas de Eto'o e Ibrahimovic. Do outro José Mourinho, provavelmente o melhor treinador do mundo. Figura incontornável no futebol, pela sua maneira de estar, pela sua sede de vitórias, pelo seu protagonismo, pela forma como vence, vence e vence, sempre por onde passa. É um líder, um vencedor nato. Por isto e por outras coisas, o duelo em Espanha será muito mais que um Barcelona x Real Madrid, mas também um Pep Guardiola x José Mourinho. Quem levará a melhor?

sábado, 4 de setembro de 2010

A construção de uma organização: Iniciados 2010/2011

Tem sido engraçado este início de uma nova fase enquanto treinador, agora no futebol dito mais realista, que todos vemos e gostamos. Um novo clube, uma nova idade, mentalidades distintas, mas uma vontade enorme de fazer as coisas bem. Convenhamos que não é fácil. Os miúdos abandonam o futebol 7, para o futebol 11, com a dimensão do campo bem maior, com outro tipo de abordagem ao jogo, com novos posicionamentos, uma organização diferente, o que torna o trabalho do treinador, neste caso eu, em início de trabalhos, com uma dose de dificuldade elevada.

Como referi acima, tem sido engraçado e o desafio em si, é aliciante. Tornar uma equipa organizada, competitiva, agressiva e intensa, é o meu principal objectivo. Haverá sempre uma luta um pouco desigual em termos de competição em relação à diferenciação de idades, mas quero combater isso com as armas que possuímos e que creio, me têem dado boas indicações. Levo duas semanas completas de treino, os atletas já sabem como pretendemos jogar e quais serão por assim dizer, os nossos grandes princípios, mas agora falta o mais importante: solidificá-los. Como referi acima, tenho uma ideia muito própria do estilo de jogo que pretendo implementar, e por aquilo que tenho visto, creio que temos condições para impôr essa mesma identidade. O caminho faz-se caminhando e é preciso que haja paciência e se acredite, de maneira realista e nunca embandeirada, no trabalho que se está a realizar.

Eu como treinador, tenho que acreditar em mim próprio e no que posso desenvolver. Se algum dia acontecer o contrário, pois não posso ser treinador de futebol.