quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O objectivo do exercício - Importância de passar a mensagem


Penso que esta é uma temática importantíssima em relação ao treino. Quantos treinadores explicam certo e determinado exercício sem explicar que comportamentos pretende e que objectivo é que o mesmo tem para aquele momento? Acontece muitas vezes. Vejamos, uma coisa é explicarmos a dinâmica do exercício e da forma como ele se realiza, outra completamente diferente é para além disso, mostrar aos jogadores o porquê daquele exercício, que comportamentos se pretendem no mesmo, os objectivos do mesmo, etc, etc. A cada dia que passa, os jogadores sentem mais a necessidade de querer saber mais, de se questionarem sobre o que realizam no treino e em determinado exercício e neste aspecto, julgo ser importante o treinador estar bem preparado. Acho ainda mais importante este tipo de comunicação se atentarmos aos escalões de formação mais jovens, às crianças propriamente ditas. Porque lá está, mostramos a dinâmica de certo exercício a um miúdo, mas senão explicarmos nem mostrarmos o que pretendemos com certo tipo de comportamento, estou certo que na maioria dos miúdos, isto passam-lhes ao lado. Obviamente. Um miúdo de 10 anos ou mais ou menos, quer é uma bola no pé, quer é estar em contacto com o que mais gosta e pouco lhe faz diferença muitas das coisas que se treinam. Enquanto treinador já tive este erro, mas soube corrigi-lo bem a tempo, sobretudo quando denotava alguma falta de feedback nos miúdos. Hoje, não é bem assim e no fundo é mais uma plataforma de comunicação entre treinador e atletas e como treinadores, muitas vezes devemos estar abertos a sugestões mesmo dos próprios miúdos. Se dissermos a um miúdo que no exercício x, pretendemos que tenha certo tipo de comportamento para potenciar certo de tipo de acção no mesmo exercício, eles vão compreender e tentar tirar o melhor partido do que estão a praticar.

Qual a vossa opinião? Obrigado por visitarem, um abraço.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Série dos Últimos - Série A - Sorteio, calendário e análise

Já saiu o sorteio da nossa série, onde vamos participar nesta segunda fase da temporada. Aquilo que me apraz dizer, é que praticamente fomos a única equipa que mudou de uma série para a outra, encontrando agora equipas totalmente distintas em relação à outra série.

Encontraremos assim adversários como Fiães A, Vilamaiorense, SC Paivense, Espinho, Canedo, Argoncilhe e Relâmpago Nogueirense. Destes, destaco o maior conhecimento em relação ao Espinho, Vilamaiorense, Relâmpago Nogueirense e Argoncilhe com quem efectuamos jogos de preparação antes do início da temporada. No meu entender, não é um grupo muito fácil, aliás ainda bem que não o é, pois se juntarmos o favoritismo claro da equipa do Fiães, depois temos uma boa equipa que é o Espinho, o Vilamaiorense é também por si só uma equipa bem organizada e depois temos o Paivense que é uma incógnita e algo desconhecidos para nós, mas pelo que estive a analisar dos seus resultados e classificação, será também um osso duro de roer.

Quanto a nós, o objectivo é continuar a evolução crescente da equipa nos seus padrões colectivos e individuais e pensarmos sempre de semana a semana com o objectivo de entrar em cada campo para vencer, pois não sabemos nem treinamos para jogar de outra forma que não seja essa.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Final da 1ª fase - Balanço


Terminou ontem a primeira fase da competição onde estamos inseridos e é altura de fazer um pequeno resumo e um balanço mais detalhado da nossa participação nesta primeira metade.

O primeiro desafio

Quando encarei este meu primeiro desafio enquanto treinador, sabia que teria que colocar um cunho muito pessoal na equipa, não só porque queria que os miúdos se identificassem com uma nova forma de pensar, mas com um ar mais jovem, e com uma proximidade maior nas relações pessoais. Ao nível do treino, procurei trazer novos métodos, novas formas de abordar o treino conforme as minhas ideias e ao mesmo tempo, nunca deixar de evoluir, ler, aprender e ter a capacidade de aportar novas coisas ao nível do treino. Creio que hoje em dia, o treino na formação acaba por ser até mais importante que a competição em si, porque é no treino que desenvolvemos as aptidões que pretendemos, é onde passamos o maior número de informações que temos e a competição, é no fundo, o rebuçado de fim de semana, onde podemos ver os resultados práticos do que treinamos, sem esquecer a dita competição em si, no meu entender essencial já na formação.

Nível classificativo

Falando ao nível classificativo, como a imagem documenta, obtivemos um terceiro lugar, que não nos deu acesso à fase dos primeiros, ainda assim a nível estatístico, muita satisfação por termos sido o segundo melhor ataque e a segunda melhor defesa da competição, algo um pouco secundário que ainda assim me deixa bastante satisfeito. Claramente, creio que tivemos um pouco de má sorte ao apanharmos uma equipa com a qualidade do Feirense no nosso quadro competitivo, uma equipa que com as condições que tem e com a extrema ambição que patenta em todos os seus escalões de formação, é a equipa provavelmente mais forte do concelho e isso evidenciou-se ao nível da prova, não só pelos resultados obtidos, mas pela qualidade de jogo evidenciada, uma mentalidade vencedora bem vincada e tudo isso ajuda. 

Momentos cruciais

Pessoalmente, tenho a convicção que o nosso empate em Esmoriz foi decisivo para o desenrolar posterior da prova. Era o início da segunda volta, tínhamos expectativas elevadas a nível classificativo e a forma como consentimos o resultado menos positivo, deixou claras marcas no que restou da segunda volta, claramente irregular em relação à extremamente positiva primeira volta que realizamos. O embate com o Paços de Brandão em nossa casa, uma equipa também ela com bons valores individuais, traçou o nosso destino ao nível classificativo. Ao longo deste percurso, procurou-se dotar a equipa de uma identidade de jogo, criar-se uma própria identificação aos miúdos daquilo que era pretendido e penso que gradualmente, as coisas vão evoluíndo num sentido muito positivo. 

O papel dos Pais

Muitas vezes vistos como alguns obstáculos ao papel do treinador, é com muita satisfação que vejo um sentido de comunhão muito forte entre pais, equipa e treinador, tudo isso baseado num respeito mútuo e diálogo positivo o que é de salientar, pois com um plantel extenso e com alguns miúdos ainda em fase de uma aprendizagem maior em relação aos outros, saber que apesar de tudo, comparecem sempre aos treinos com a mesma alegria e motivação, deixa-me extremamente satisfeito.

Última nota

Por tudo isto, agora que terminou a primeira fase, sinto-me bastante satisfeito com aquilo que efectivamente viemos a produzir e com aquilo que trouxemos para a equipa, mesmo com alguns erros, com coisas que poderiam ter sido diferentes, mas enquanto treinador também estou cá para assumir os meus erros e tentar sempre corrigi-los. De uma coisa tenho a certeza: segui sempre as minhas convicções e a minha forma de pensar, positiva e ambiciosa. O futuro ninguém o sabe e o amanhã é sempre incerto, mas estou seguro que estes miúdos têm muito valor e a sua margem de evolução será ainda maior.


Adenda: Peço desculpa por alguma ausência nos últimos dias, mas a minha vida profissional mudou um pouco e agora a disponibilidade não é a maior, mas prometo que continuarei por cá. Muito obrigado por visitarem.