quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Citações livres #3

"O hábito é um saber fazer que se adquire na acção. Se realmente queremos que a nossa equipa jogue de uma determinada forma, teremos que potenciar esses comportamentos através do treino. Os exercícios específicos de acordo com o Modelo de Jogo Adoptado, serão o meio mais eficaz para adquirir uma forte relação entre mente e hábito".

Carlos Carvalhal, "No treino de futebol de rendimento superior, a recuperação é... Muítissimo mais que "Recuperar"

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Livro - Qué es la "Periodización Táctica"? - Xavier Tamarit



Tenho perdido algum tempo a ler este livro do espanhol Xavier Tamarit sobre um tema tão em voga e oportunamente tão falado entre o circulo de treinadores que é a Periodização Táctica e sobre os modelos de treino, sempre um tema tão em discussão entre esta geração. Posso confessar que ainda não li o livro todo, que se encontra num espanhol bem perceptível, mas daquilo que tenho lido, sinceramente tenho gostado. Apesar de uma repetição incrível de citações quer de Vitor Frade, como de Rui Faria ou de José Guilherme Oliveira, parece-me um extremamente interessante e com uma linguagem mais acessível de todos os que já li sobre este tema. No meu caso, tenho lido e tenho gostado e é sempre bom este tipo de livros sobre este tema estarem publicados, pois com a evolução dos tempos, temos que nos manter sempre actualizados e é bom que mais treinadores comecem a partilhar estes pensamentos sobre o jogo e sobretudo, sobre o treino.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Construção da criatividade

Deixo em seguida, um texto de Marisa Gomes, na sua colaboração com o zerozero, sobre este tema. Tenham paciência e percam um pouco de tempo para ler este texto. Não é nada de novo, mas faz-nos (sobretudo aos treinadores de futebol de formação) pensar.

"A capacidade de improvisar, de gerar novas formas de pensar, de agir e de ultrapassar os adversários (individual ou interactivamente) é algo que nos emociona. É o que nos liga ao jogo, na sua expectativa, na superação, na envolvência e emotividade que nos faz sentir dentro do próprio jogo. No entanto, esta emocionalidade está reduzida no futebol actual. Os motivos são vários, mas o fundamental é fácil e evidente: pobreza na criatividade das equipas e jogadores. Justificam-se com a ordem «táctica» e com os comportamentos defensivos, mas não é verdade. A falta de criatividade, da genialidade é a causa fundamental dessa pobreza. O importante agora é perceber porque existe falta dessa criatividade. Simples: a formação, a educação e cultura que estamos a desenvolver.
Apesar de ser um aspecto amplo e aparentemente difuso, é um dado concreto e com uma origem objectiva cujos culpados somos todos nós, adultos. Sem excepção. Reconhecemos e valorizamos cultural e socialmente os indivíduos que criam, geram e motivam novos conceitos, novas perspectivas e uma maior variabilidade naquilo que já existe. O que acontece na arquitectura, na arte, nos escritores, nos estilistas, nos treinadores e nos jogadores. No entanto, nada fazemos para estimular e desenvolver esta apetência. As regras, as normas e rotinas surgem cada vez mais cedo e em todas as dimensões de uma criança. Tornam-se numa constante. E por isso acho que devemos enaltecer e reconhecer cada vez mais os que apesar disso não perdem a sua originalidade e criatividade. A nossa educação comete um erro na sua concepção: estreita formas e caminhos quando deve fornecer temas para que os trilhos possam ser desenvolvidos, diversificados e geradores de uma formação individual. O que não acontece: vestem-se cada vez mais iguais (sem falar dos uniformes), as casas são cada vez mais semelhantes, as rotinas são partilhadas e vividas desde o berçário, o trabalho e programas escolares são cada vez mais gerais e automáticos. Então, se não se gera a criatividade como pode ela aparecer? Valorizamos os meninos bem comportados, com comportamentos e rotinas que orgulham os pais, os trabalhadores, os que cumprem as expectativas e que facilmente são controlados pelos pais, professores, auxiliares, treinadores e jornalistas. No entanto, adoramos as coisas novas, aquelas que vão para além daquilo que esperamos. Mas o que fazemos para que isso aconteça? Damos espaço para que as crianças interajam com outras crianças sem a supervisão dos adultos, permitimos que brinquem, que joguem à bola em casa, na escola ou jardins? Controlamos os espaços, o tempo e uniformizamos o que fazem. Na escola, em casa, no treino, no futebol e no jogo.
A formação de um jogador criativo não é algo divino. Depende das suas capacidades, características, mas sobretudo daquilo que adquire ao longo dos anos de formação. O potencial criativo pode ser e deve ser estimulado e desenvolvido. A ausência deste aspecto tem sido determinante como facilmente reconhecemos na pobreza criativa que existe num jogo e na hipervalorização que jogadores com essa capacidade têm no mercado actual. Mas convenhamos, como surgem esses jogadores? Espontaneamente? Não me parece… Senão a intervenção divina seria mais ampla e não haveria uma diminuição nestes últimos tempo. A não ser que seja também a crise…
A formação e os contextos de treino e competição, em todos os seus escalões, devem reflectir essa vontade de desenvolver jogadores criativos. E para isso, temos que pensar no que temos feito, nas necessidades dos artistas e nas condições com que procuram a sua genialidade. Analisando a qualidade dos jogadores criativos percebemos que a sua maior virtude é a sua capacidade de inovar e portanto, associamos uma invariável: a variabilidade. Como se mexe, como decide, como toca na bola, como interage e como joga. No entanto, que contextos promovemos no treino, na formação para que haja criatividade? As cores dominantes no treino são cada vez mais uniformes ou seja, existe uma esterilização que em nada favorece aquilo que queremos! As cores das camisolas e equipamentos são as mesmas (nalguns até as chuteiras!!), os cones são muito coloridos e limitam os espaços religiosamente, os exercícios são espaços nos quais os jogadores têm que percorrer caminhos traçados. Assim, como podemos querer que os jogadores inventem, criem, se divirtam e sejam inovadores? Esta questão leva-nos para um contexto ideal onde todos reconhecemos ter todas as coisas importantes: o futebol de rua. No entanto, mais que o valorizar e reconhecer as saudades que nos provoca vejamos o que o futebol de rua tem que o torna tão especial.
Para começar, a emoção. O prazer que o jogar na rua é uma componente decisiva para a sua importância. Os jogadores iam por livre vontade (alguns fugindo até) e sobretudo, iam sozinhos porque adoravam jogar. Perdendo a noção das horas, sem ter percepção de cansaço e com uma alegria contagiante, o futebol de rua manifesta a sua pureza.
Num contexto improvisado, apenas com uma bola (com maior ou menor qualidade), a junção de miúdos para jogar resultava do prazer que sentiam a fazê-lo. As balizas, os limites do campo eram definidas no início e reconhecidas a «olhómetro» por todos durante o jogo. As equipas formavam-se de acordo com as características dos jogadores, os melhores e os piores distribuíam-se numa concordância que a justiça infantil compreendia e aceitava. No caso de não ser justo no decorrer do jogo, ajustava-se para que pudesse ser competitivo. O prazer da conquista resultava disso. A ausência de adultos a dizer como deviam jogar fazia com que resolvessem os seus problemas de acordo com as necessidades de superação individual e colectiva. A variabilidade dos jogos tornava-os aliciantes porque as crianças não gostam das coisas mecânicas e da mesma maneira, alterando as equipas, procurando serem melhores, jogando de corpo e alma. E por fim, davam primazia ao jogo. Queriam era jogar! Não se atiravam para o chão (era duro!), não permaneciam à espera do protagonismo que a paragem no jogo provoca com a entrada do «massagista», não discutiam se ia fora, queriam era ganhar jogando, agindo, mexendo-se de forma pura e em diferentes contextos que os faziam crescer de acordo com a importância do verdadeiro jogo comporta. A simplicidade da genialidade. SEM COLETES, SEM CONES, SEM ÁRBITRO, SEM O «COMANDO» TÉCNICO, COM camisolas/ calções/calças/sapatilhas DIFERENTES, DURANTE HORAS SEGUIDAS!!
Então, será que o treino tem futebol de rua?? Senão, não esperemos que a criatividade surja por geração espontânea porque Darwin já provou há séculos que Lamarck estava errado…"

Marisa Gomes, zerozero.pt

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Exercício - Transição Ofensiva - Defensiva 4x4



Azuis

Um médio centro, dois alas e um ponta de lança;

Amarelos

Dois alas e dois centrais;

Descrição

Neste exercício, com as equipas modeladas conforme a maneira como jogamos ofensivamente e defensivamente, trabalhamos a zona ofensiva contra a zona defensiva. Os azuis, de onde sai sempre a bola, orientada pelo treinador, tem como objectivo obter golo na baliza grande com GR, procurando fazer uso dos príncipios de jogo ofensivos, como a cobertura ofensiva, mobilidade e penetração. À equipa que ataca é pedida paciência no seu jogo, qualidade de passe, movimentações sem bola, etc, etc. Os amarelos, têm que procurar reduzir bem os espaços, impedir que a equipa azul se acerce da sua baliza, fazer uma boa contenção e ser forte nas coberturas defensivas, mantendo um bom equilíbrio. Ganhando a posse de bola, podem marcar nas duas mini balizas;

Objectivos

Neste exercício, no meu entender, rico para podermos exercitar os príncípios de jogo, procura-se que a equipa que ataca tenha segurança na circulação de bola e que possa agir sempre com com bom controlo do jogo sob o risco de perder a bola em zona nevrálgica e poder sofrer golo nas mini balizas colocadas para o efeito. Ao mesmo tempo, sendo uma equipa que tem como missão atacar, procurar penetrar na zona defensiva adversária com o intuito de poder finalizar. Defensivamente, pretende-se um controlo racional do espaço, procurando reduzir os mesmos para impedir a penetração da equipa atacante e ao mesmo tempo, definir zonas de pressão com o objectivo de poder ganhar a bola e tentar marcar nas mini balizas;

Variantes

Podemos incluir como variantes um nº limite de passes e só depois poder atacar a baliza, colocarmos duas balizas laterais, uma de cada lado, facilitando o processo defensivo e dificultando ainda mais o processo ofensivo, a obrigatoriedade da bola passar por todos os elementos da equipa antes de se poder atacar a baliza, podemos ainda incluir mais dois jogadores na equipa que ataca, fazendo um 6x4 e dando aos centrais  dessa mesma equipa, a obrigatoriedade de participar no processo ofensivo, etc, etc.


Obrigado por visitarem,

Um abraço.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O planeamento do dia da competição

Acho este um tema deveras interessante. Hoje em dia, a preparação é tudo no futebol e no desporto em si. Nos treinadores de futebol, assumo que tem uma importância capital e é um bom sinal de organização, de método e de uma boa preparação, ou seja, um trabalho de casa bem efectuado. Falo, claro está, do planeamento que se deve ter antes da competição propriamente dita. No meu caso, que ainda treino escalões de formação, procuro não fugir muito à regra. Por norma, gosto de ser metódico e ter tudo organizado e planeado para em qualquer momento do jogo ou antes do mesmo, poder dar uma resposta positiva e estar preparado para qualquer eventualidade.

Como tenho 12 convocados, um dia antes da competição, faço um planeamento ao nível da nossa estrutura com todos os convocados e tento perceber todas as soluções que eles podem oferecer dentro da nossa maneira de jogar. Depois, ao nível da nossa estrutura posicional, procuro colocar algumas nuances mais estratégicas em função das características do adversário e da forma como o conhecemos em jogo. Neste aspecto, não sou apologista de mudarmos a nossa identidade de jogo só em virtude do próximo adversário. Gosto sim de pensar em algumas nuances importantes para tentar anular pontos fortes deles, previamente estudadas e treinadas durante a semana, mas mantendo procurando manter a identidade da equipa.

Depois, tenho em atenção à palestra que antecede o jogo: por norma, faço uma abordagem mais geral ao encontro, apelo ao lado mais motivacional dos atletas e procuro passar-lhes uma boa dose de confiança, pedindo-lhes uma boa entrega e uma boa atitude em cada momento do jogo, procurando que eles se divirtam com o que estão a fazer. Depois, entra o lado mais estratégico, qb porque nestas idades é muito complicado definir estratégias, movimentações e tudo o que daí advém, por norma procuro que isso esteja já apreendido durante a semana, por isso, defino quem entra de início e dou uma abordagem mais geral e depois mais individual ao nível de posicionamentos, de coberturas, de marcações, bolas paradas, etc, etc, para que os miúdos possam ir bem preparados para dentro do terreno de jogo. Aprendi também que nestas idades, uma palestra muita longa não é nada benéfica, sobretudo porque se demasiado extensa, a informação não passa com a objectividade que pretendemos. Por tudo isto, creio que ter uma palestra bem preparada, é aspecto essencial para mim.

O aquecimento antes do jogo também é algo que gosto de preparar. Dependendo do adversário, das condições, procuro ter um aquecimento em conformidade, ainda que nem sempre tenhamos as opções mais correctas e tenhamos que ter essa noção. Por isso, o aquecimento também é preparado mediante aquilo que eu penso ser melhor para os miúdos, como todos os treinadores o fazem em relação às suas equipas, não é nem mais nem menos diferente.

O jogo, será pois, mais uma prova do que temos vindo a treinar, do que temos colocado em prática nos treinos e em alguns jogos, assumindo-se algumas rotinas como essenciais e será uma oportunidade para vermos a evolução da equipa, de alguns jogadores, de alguns processos, no fundo, o jogo é o resultado total, é o êxtase que podemos sentir de colocar em prática tudo o que é essencial para nós e tirarmos os nossos próprios feedbacks, positivos ou negativos, mediante o resultado do jogo, que é importante mas nem sempre reflecte ou nos confere todas as respostas que pretendemos para o nosso colectivo.

Por tudo isto, creio que um treinador organizado em todas as suas funções, está a dar um passo à frente na sua competência do que um treinador que faz tudo em cima do joelho ou que actua conforme intuições e conforme momentos. Não criticando quem o faz, e ainda haverá muito boa gente a fazê-lo, defendo a organização e o rigor sempre.

Um abraço e obrigado por visitarem,

José Carlos Monteiro

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Grande intervenção (com vídeo)



Não tenho acompanhado muito a CAN, mas ontem tive a oportunidade de ver esta intervenção do guarda redes de Moçambique e para além do aparato incrível que a imagem tem, para além da espectacularidade do lance, uma das coisas que fica por dizer é que o atleta poderia ter sofrido algo de muito grave neste lance. Felizmente, assim não aconteceu, mas se repararem bem na cabeça do atleta nas repetições, é no mínimo para suspirar de alívio. Fora isso, acho que foi um espectáculo dentro do próprio espectáculo. Não é competição ao qual preste grande atenção, mas prometo espreitar o olho nos próximos dias.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Citações livres #2

"Para o treinador, um dos grandes problemas é o tempo. Ele não tem muito tempo. Não se pode treinar muito tempo. Quando muito, o treino de quarta-feira pode ir além da hora e meia, mas os restantes é conveniente que não a ultrapassem."

Frade (1998)


Se quiserem comentar a citação, usem a caixa de comentários para o efeito.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

"A justificação da Periodização Táctica como uma fenomenotécnica"



Acabei de encomendar e fazer a compra deste livro através da Internet. Parece-me um livro extremamente interessante e positivo, com a colaboração de autênticos experts na matéria como são Rui Faria e José Guilherme Oliveira e para quem se interessa por este tipo de assuntos, é uma compra positiva. Irei certamente lê-lo com muita atenção, até para aprender um pouco mais  e evoluir sempre na capacidade de expandir os meus conhecimentos.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Não terá sido cedo demais?





Domingos Paciência, assumiu num dos destes dias que pretende vencer o campeonato, para além das taças. Discurso arrojado, mas extremamente confiante de alguém que tem surpreendido (eu próprio duvidava do seu sucesso em Braga) com a sua equipa no campeonato e que tem feito uma assumida boa campanha. A minha pergunta, não retirando legitimidade à ambição deste jovem treinador é: não terá sido cedo demais? A época ainda é longa, há muito para jogar e todos sabemos que é muito difícil uma equipa outsider, fora dos quatro grandes, poder lutar pelo título tão afincadamente como Domingos pretende. Na minha opinião pessoal, esta afirmação trará uma pressão extra interna e externa que pode ser prejudicial quer à própria equipa quer ao próprio Domingos, caso as coisas não lhe comecem a correr como deseja, faltando ainda muito para jogar. Mas, ninguém lhe pode acusar de não assumir o risco e de não ter confiança nas capacidades da equipa e nas suas capacidades, mas volto a frisar e a questionar: não terá sido cedo demais? No final da época, cá estaremos para tirar as nossas conclusões.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Citações livres #1

"A transição defesa-ataque tem de ter uma relação íntima com aquilo que é a nossa forma ofensiva de jogar. Quando uma equipa pressiona tão alto, precisa de descansar durante o jogo. E o que é melhor? Descansar com bola ou sem bola? Quero que a minha equipa saiba descansar com bola e saber descansar com bola é ter um bom jogo posicional, é os jogadores ocuparem racionalmente o espaço de jogo e terem capacidade para terem a bola em seu poder mesmo que durante algum tempo o objectivo não seja dar profundidade ao jogo e chegar rapidamente à baliza adversária."  - José Mourinho - Porquê tantas vitórias?


Se alguém quiser comentar a citação, esteja à vontade. Este é mais um novo espaço no blog.

O ganhar



Há alguém que goste de não ganhar? Eu pessoalmente não sou excepção. Gosto do conceito de vitória, de vencer, do triunfo e tenho enormes dificuldades em aceitar uma derrota ou um insucesso. É algo que me custa muito. Como treinador, tento passar um pouco da minha ambição aos que comando, procuro que eles tenham uma mentalidade vencedora e procurem sempre o sucesso. Nem sempre é possível, sobretudo quando estamos a falar de miúdos de 10/11 anos, cuja mentalidade e forma de pensar divergem dos mais crescidos, mas sou defensor e apologista que um jogador tem uma maior probabilidade de evolução individual, se estiver imbuído de um espírito colectivo de conquista e triunfo permanente. Talvez por isso, e após dois jogos sem vencer, me esteja a custar um pouco a digerir esta fase que estamos a passar, sobretudo numa fase importante a nível de classificação geral. Quero e é do meu entendimento que esta fase passe rapidamente, estou confiante que regressaremos rápido ao trilho extremamente positivo que tivemos na primeira volta e enquanto treinador, vou procurar passar uma mensagem positiva à equipa e continuar a treinar, treinar sempre e procurando fazê-lo sempre bem, para que todos possamos melhorar. É nisso que me baseio. Derrotas irei ter muitas enquanto treinador, tal como vitórias e terei que aprender melhor a lidar com isso. Nem a vitória deve trazer presunção ou arrogância, nem a derrota nos deve desmoralizar. Há que continuar, seguir sempre! É esse o meu caminho. Venha sábado rapidamente.