sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Treinadores - Algumas imagens de 2009 e não só...

O treinador do momento: Após vencer tudo na sua primeira época como treinador principal no Barcelona e no futebol profissional, Josep Guardiola erguido em braços perante o mundo.
 

Depois do bom trabalho realizado no Villarreal, Manuel Pellegrini alcança o topo da sua carreira ao abraçar um tubarão chamado Real Madrid.

 
 
Após sete anos como um dos braços direitos de José Mourinho, André Villas Boas inicia o seu caminho na Académica de Coimbra.

 

Depois de um cargo como dirigente desportivo, Leonardo inicia a sua carreira como treinador no seu clube de sempre, o Ac Milan

 



Domingos Paciência, uma das maiores revelações da época até ao momento, juntamente com o seu Sporting de Braga.

 

Para Mitchell Van der Gaag, a sua oportunidade, no seu Marítimo chegou e até ao momento, com um percurso bem interessante.

 

Paulo Bento foi um dos treinadores em maior destaque em 2009.

 

A fazer um excelente trabalho no Bordéus, Laurent Blanc é mais um treinador da nova geração a seguir com atenção.

 


Para Jorge Jesus, a oportunidade da sua carreira chegou em 2009.

 

José Mourinho no estágio de pré-época do Inter. Inigualável como sempre.

 

O adeus de um grande senhor. Bobby Robson.

 


Diego Armando Maradona num momento peculiar, festejando efusivamente um golo da 'sua' Argentina.

 

Jesualdo Ferreira comemorando com o seu grupo de trabalho a conquista de mais um título para o FC Porto.

 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Balanço


Com a época a sofrer uma pequena paragem em virtude das festividades natalícias, é altura para um pequeno primeiro balanço desta primeira metade da época. No meu entender, penso que tem sido um caminho positivo, com a oportunidade de todos melhorarmos e evoluírmos com o decorrer do tempo, embora haja ainda muito a fazer e a melhorar, muito a trabalhar e muito a aprender. A nível de resultados, penso que estamos a fazer uma campanha razoável, manchada apenas por dois deslizes, uma derrota e um empate que nos trouxeram um sabor amargo, principalmente este empate que sendo na altura em que foi, me deixou um pouco mais insatisfeito, pois com outro resultado ainda teríamos uma palavra a dizer na luta pelo primeiro lugar, embora esteja e estivesse sempre consciente da dificuldade que seria sempre, pela valia das equipas em questão. Mas, estou satisfeito com a atitude dos meus jogadores: briosos, aguerridos, lutadores e com enorme vontade de vencer. Isso é o mais importante e estou satisfeito com eles. Obviamente como referi, há muitas coisas a melhorar e reflectirei sobre isso e certamente que o que há a melhorar, será trabalhado para isso acontecer. Quanto às minhas expectativas pessoais, procuro viver um dia de cada vez, esperançado sempre que as minhas decisões e o meu trabalho possa ser bem conseguido. Quanto ao resto, há que continuar, continuar sempre sem baixar a cabeça e com total confiança nas nossas capacidades, pois só assim poderemos alcançar coisas positivas. Há que seguir, seguir sempre com espírito positivo e uma vontade inabalável de vencer em cada treino e em cada partida em que entremos. Que o novo ano, nos possa trazer a evolução que pretendemos, a ambição de querermos sempre mais e no meu caso pessoal, que possa continuar a aprender e a evoluir, tendo a humildade de reconhecer as limitações, mas a ambição de querer aprender e evoluir cada vez mais.

Senão tiver mais oportunidades de cá vir, aproveito para desejar um Feliz Natal a todos os visitantes que amavelmente passam por cá, a quem eu agradeço. Feliz Natal para todos.

Um abraço,

José Carlos.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Treino?

Ponto prévio antes de começar a desenvolver o tema que pretendo: não sou mais nem menos que os outros, nem sei mais nem menos que os outros, tenho é as minhas convicções. Ontem em conversa com o meu irmão (iniciado 2º ano), perguntava-lhe o que ele tinha feito no seu treino. Gosto de saber como evolui, como se trabalha, etc, etc. Resposta dele: Andamos a correr nas bancadas a subir e a descer degraus. Eu pergunto, como é que isto ainda existe e sobretudo como é que é possível isto ainda acontecer? Que modelo de treino é este? Que organização é esta? O que ganham os miúdos com isto? Sobretudo é esta a pergunta que me faço a mim próprio e a alguém que queira responder: o que ganham os miúdos com isto? Recordo-me quando joguei futebol que fiz isto várias vezes, mas isso já foi há quase 12/13 anos e isso era um modelo híper convencional e conservador. Hoje em dia, os tempos são outros, os treinadores têm ao seu díspor cada vez mais ferramentas para poder evoluir, para poder melhorar a qualidade dos seus treinos e para poderem ir de encontro às necessidades de cada equipa.

Volto a referir que não estou com qualquer tipo de presunção ou arrogância, é apenas a minha opinião. Sinceramente, e convido quem cá passar a participar, quais as vantagens deste tipo de treino?

Um abraço.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

SL Benfica vs FC Porto - A minha previsão





Jogo de grande intensidade em perspectiva. Duas excelentes equipas, as mais fortes candidatas ao título no meu entender, com estilos de jogo bastante diferentes, num jogo que poderá marcar ou pelo menos traçar um pouco daquilo que será o campeonato daqui para a frente. Vai ser curioso assistir a um clássico desta qualidade num momento em que as equipas se encontram em forma ou em crescendo, algo que pouco acontecia nas épocas anteriores. Vai ser por isso, um bom clássico.

SL Benfica: Jorge Jesus manter-se-á fiel ao seu 442 losango (ou falso losango), mesmo sabendo de antemão das baixas que possui e que influem positivamente no jogo da sua equipa. Terá claramente mais dores de cabeça, sobretudo porque não tem um jogador que tenha excelentes capacidades defensivas como tem Ramires e que seja um jogador que tenha pulmão e facilidade para aparecer na área contrária, por isso logo aí, antevejo dificuldades na escolha de Jesus para este posto, sobretudo porque também Ruben Amorim é baixa por lesão. Acredito que Aimar recuperará e será uma peça importante entre linhas da equipa adversária, apesar de em Alvalade, com dois pivots mais defensivos, Aimar tivesse dificuldade em aparecer. Di Maria e Coentrão também não poderão dar o seu contributo. Sabendo-se que Jesus gosta de dar largura ao seu jogo pelos flancos (mais o esquerdo que o direito), não tem os seus melhores flanqueadores e convenhamos que César Peixoto, aventado como possível substituto de Di Maria, não é esse jogador, até porque também ao colocá-lo como médio-ala, atrás ou terá de colocar um Shaffer que não convence, ou adaptar um David Luiz claramente mais influente e capaz na zona central do terreno. Vamos ver o que terá Jorge Jesus na cabeça.

FC Porto: Aqui, tudo depende da mentalidade de Jesualdo Ferreira. Se respeitar em demasia o adversário pode ter dissabores, se mantiver a sua identidade ao nível do seu modelo de jogo, poderá ter mais oportunidades de vencer o encontro que como sabemos, é especial na nação portista, pela enorme rivalidade que prevalece e também pela classificação das duas equipas. Neste jogo, se fosse Jesualdo Ferreira, não apostaria nos pontas de lança tradicionais, Falcão ou Farias. Apostaria em Hulk na zona central, com Varela e Rodriguez nos flancos. E porquê? Porque neste jogo, as transições rápidas, afinal a grande chave mestra desta equipa, acredito que serão importantes e ter jogadores com boa capacidade de decisão e irreverência em posse, será importante, porque nem Falcão nem Farias, reconhecendo-se a sua enorme capacidade finalizadora, têm essa capacidade, sendo mais pontas de lança de área num encontro que exige intensidade e rapidez de processos. Mas sinceramente, creio que a chave do sucesso do Porto neste jogo, passa também em muito pelo segundo interior, neste caso o homem que acompanhará Raúl Meireles, o típico médio de transição, no meio campo mais ofensivo. Valeri? Guarin? Belluschi? Tomás Costa? Ali é necessário alguém com grande clarividência de processos, com um bom primeiro passe na transição ofensiva, capaz de provocar desequilíbrios mais à frente, e com boa leitura táctica do jogo. Será Belluschi jogador para este encontro? Eu pessoalmente dos referenciados, descartaria Guarin e Belluschi, ficando Valeri ou Tomás Costa. Apostaria no primeiro, Valeri.

Será acima de tudo um jogo em que um dos candidatos perderá pontos, esperando-se um excelente espectáculo de futebol e golos, muitos golos. Divirtam-se senhores.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A postura do treinador no banco de suplentes



Enérgico ou mais calmo? A dar indicações ou mais observador? Acima de tudo, neste ponto, acredito que advém da personalidade do próprio treinador, das expectativas que tem para determinado jogo e sobretudo, da forma como o próprio jogo está a decorrer e ainda contando com a performance da equipa. Tenho na imagem um jogo que em início de época fui ver, da Liga Vitalis, em que o treinador da equipa visitante manteve-se de pé o jogo inteiro sem dar uma única e qualquer indicação para dentro de campo, mesmo vendo a sua equipa, que até apresentou momentos de bom futebol, ser goleada.

No meu caso pessoal, não consigo estar quieto. Quer dizer, tem jogos. É criticável a minha postura, acredito que sim, mas costumo dizer aos meus jogadores que estarei ali ao lado deles para os ajudar e que serei mais um campo. Gosto de dar indicações, de corrigir posicionamentos, sempre e quando acho necessário e não sou do tipo de treinador mais passivo, gosto de estar bem activo, até pela vantagem que tenho de no futebol de 7, poder percorrer toda a linha lateral, acompanhando assim o jogo mais de perto. Costumam-me dizer na brincadeira que faço mais kms na linha lateral de que o Jorge Jesus. Já procurei interiorizar que muitas vezes devo estar mais calmo, mas sinceramente, é-me difícil. Gosto de estar ali a acompanhar os meus jogadores, a incentivá-los, etc, etc. Também sei que isto é fruto de alguma inexperiência e que com o tempo, a energia se vai dissipando, mas sou um pouco assim, vivo muito o jogo e acho que não devo ser criticado por isso.

E vocês, como se sentem ao orientar uma equipa? Participem.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Futebol Espectáculo (com vídeo)



Neste vídeo, no golo de ontem de Xavi frente ao Dínamo de Kiev, podemos ver a verdadeira identidade do Barcelona, a sua verdadeira matriz. Contabilizem o número de passes curtos e certeiros, antes do cruzamento final e perfeito de Abidal para o golo. Dá gosto sentir e ver uma equipa com tão bons príncipios de jogo, que alia o jogar bonito às vitórias e que se sente tão confortável com a bola na sua posse. Um verdadeiro hino ao futebol este golo e o encadeamento da jogada do Barcelona, sobretudo se atentarmos o número de jogadores que numa primeira fase o Dínamo teve atrás da linha da bola. Controle, mobilidade, cobertura ofensiva, penetração, GOLO! Um hino ao futebol.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Erro ou uma Questão de Identidade, Villas Boas?



Certamente, para quem viu ontem a goleada imposta pelo Benfica à Académica, se centrou nisso mesmo. Ora pela qualidade exibicional da equipa da casa, ora pelo seu rolo compressor e boa ligação com as balizas, certamente é isso que ficará sempre na retina. Ontem, para além de ver o jogo, procurei estar atento à performance da Académica, afinal a grande derrotada de ontem e no fim do jogo, questionei-me para mim próprio logo que ouvi André Villas Boas falar em conferência de imprensa. Disse o treinador da Briosa, que quis manter a identidade da equipa e não vir à Luz como a mais comum das equipas, estacionar o autocarro.

Pelo resultado, logo vemos que se calhar hoje, AVB poderia ter tido outro tipo de estratégia. Ainda assim, admirei a ousadia. Tal como no Dragão, a Académica deixou uma excelente imagem ontem e quanto a mim, a continuar assim, estará certamente longe dos lugares da despromoção. Continuo na minha ideia, não há estratégia que resista à qualidade individual dos jogadores e isso notou-se ontem. Apesar de tudo, a Académica demonstrou grande personalidade: defesa subida, boa ocupação dos espaços na zona intermediária, zonas bem definidas de pressão, em posse muito confortável com a bola e sabendo bem o que fazer, foi uma equipa agradável ontem, quanto a mim. Pecou por erros defensivos, nomeadamente na sua zona central e teve na qualidade individual dos jogadores adversários, um grande obstáculo. E quando assim é...

Agora fica sempre a questão: faria melhor André Villas Boas se baixasse o bloco e as suas linhas, estacionando o autocarro em frente à sua baliza? Não sabemos, sabemos é que Paulo Sérgio fê-lo e acabou por vencer, mas também sabemos que não existem jogos iguais, mentalidades idênticas e formas de compreender o jogo. Positivamente ou não, dependendo da perspectiva de cada um, Villas Boas tem uma forma positiva de abordar o jogo, mesmo que isso implique as consequências do resultado de ontem. De uma coisa tenho a certeza: esta Académica apresenta uma agradável qualidade no seu jogo e certamente ainda terá muito a mostrar no seu campeonato.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O novo Sporting de Carlos Carvalhal



Carlos Carvalhal chegou e após a rábula de nem sequer ter sido apresentado oficialmente  (péssima atitude), provocou mudanças a vários níveis no plantel do Sporting. Desde mudanças de métodos de treino, às constantes palestras com o plantel e individualmente, à mudança do sistema táctico e consequente modelo de jogo, Carvalhal fez e a meu ver bem, uma autêntica ruptura com o passado que convenhamos, era mais do que necessária. Analisemos:

Metodologia de Treino

Neste ponto, Carvalhal tem muitos pontos a favor. Novos métodos de treino, treinos mais agressivos e intensos, maior trabalho a nível táctico (já se notaram algumas coisas) e a implementação de treinos bi-diários, que não acontecendo sempre, se fazem sentir, que era coisa que com a anterior equipa técnica, não existia. Na equipa técnica de Carlos Carvalhal, não há a figura do preparador físico, sendo que as despesas a esse nível, ficam a encargo do próprio treinador principal, com reconhecidas competências para o efeito;

As palestras e as conversas individuais

Tem sido uma constante ver Carvalhal em conversas com o grupo ou mesmo a nível individual, com todos os jogadores. Numa altura em que a equipa tem estado com os indices anímicos por baixo, Carvalhal tem e bem a meu ver, puxado o astral da equipa para cima, mostrando que a mesma tem mais valor e capacidade do que aquilo que tem mostrado. É também uma forma de Carvalhal ganhar o grupo e puxá-lo para si, mantendo uma relação de cumplicidade e proximidade com a equipa. Neste aspecto, sabe-se que Carvalhal é extremamente fortíssimo, pois tem um excelente dom de palavra e tem uma forma de falar com os jogadores que é muito apreciada por estes, segundo relatos de ex-jogadores seus;

Esquema táctico e o modelo de jogo alterados

Com Carlos Carvalhal, o Sporting mudou. O famigerado e criticado 442 losango da era Paulo Bento parece ter-se esfumado (é um óptimo sistema se for bem trabalhado...), dando lugar a um 4231 com um preenchimento dos espaços mais equilibrado e uma maior largura no seu jogo a nível ofensivo. Com este sistema, Carvalhal priveligia a utilização de extremos, que sendo coisa que o Sporting tem pouco (Izmailov, Vukcevic, Pereirinha, Angulo ou Yannick), parece-me evidente uma ida ao mercado em Janeiro. Neste sistema, destaco uma maior liberdade de Matias Fernandez entre linhas, apesar de o chileno ainda ter que se adaptar, estou certo que é um sistema que pode ser benéfico para si; Liedson actuará sozinho na frente e aqui uma enorme curiosidade para perceber como será o seu rendimento e como será a adaptação a um lugar que agora só está reservado para si; João Moutinho na posição que me parece mais capaz, como médio centro, uma espécie de box to box com capacidade para criar e organizar o jogo da equipa; um médio centro com tarefas mais defensivas, imbuído ainda assim na manobra ofensiva.
Tenho também reparado numa maior vontade de sair a jogar, quer nas reposições do guarda redes, nas saídas de bola (já não tenho assistido ao pontapé longo de Polga para a frente) e uma maior vontade de jogar um futebol apoiado, curto e mais largo, com todas as suas linhas mais próximas.

Em suma, Carvalhal provocou uma ruptura com o passado. Há ainda muito trabalho a fazer, muito para consolidar, mas ninguém pode acusar o treinador de não ter convicções próprias e de as trabalhar. Oxalá tenha sorte. Bem vai precisar.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Comunicação (com vídeo)



Para observar, reter e aprender. Guardiola como outros treinadores (falo dele porque é o trabalho que mais acompanho) é dos treinadores do mundo, com melhores formas de comunicação, mesmo através das suas conferências de imprensa e em aparições públicas perante a comunicação social. Usa e abusa do seu bom dom de palavra para passar sempre a sua mensagem. Comunicação também é isto, é usar todos os meios possíveis e imaginários para mostrarmos a nossa filosofia enquanto treinadores, passar a mensagem à equipa ou ao exterior, ser forte quando é necessário, ser prático a toda a hora. Esta é a última parte de um trabalho feito por um adepto sobre as conferências de imprensa de Guardiola durante a época passada, gloriosa para o Barcelona. Atestem na capacidade do líder. Que o sigam.

O regresso à competição



Depois de uma pausa por motivos de força maior, regressamos à competição no dia de ontem e demos início a uma série de três jogos numa semana, fruto do adiamento dos jogos que tínhamos nos fins de semana anteriores. Sinceramente, já não era sem tempo, é um pouco frustrante treinarmos e sabermos que no fim da semana não temos o nosso doce, que é a competição e o avaliar de como estão a decorrer as coisas. Até ao momento, o balanço é positivo, estou a gostar muito e agora há que continuar a planear e a organizar bem as coisas, para que tanto eu como a equipa possamos continuar a aprender e a evoluir cada vez mais. Quinta feira é o regresso aos treinos e estou certo que será mais uma sessão bastante proveitosa.