sábado, 31 de outubro de 2009

Com enorme Paciência...



Posso dizer o que vou dizer a seguir sem ter medo algum: surpreende-me pela positiva a ascensão da carreira de Domingos. Estou a ser muito sincero. Não estou a colocar em causa as suas capacidades, pois sempre me pareceu um treinador com grande margem para evoluir depois dos bons trabalhos em Leiria e sobretudo na Académica, mas não esperava rápido sucesso de Domingos em Braga, sobretudo por várias razões: a estrutura em Braga, parecendo que não, sempre foi um cemitério de treinadores; depois, a pressão inerente à vontade de crescer da própria equipa fez-me ter dúvidas sobre se Domingos teria capacidade de aguentar e resistir à pressão. As respostas estão aí. Domingos tirou todas as dúvidas e prova que a geração de jovens treinadores portugueses tem muito para mostrar e evoluir, porque qualidade não falta. A sua equipa não só é líder, como pratica um futebol vistoso, positivo, apoiado (apesar de hoje não parecer) e atacante e Domingos está um treinador em grande expansão. Não sei como vai terminar a época, mas neste momento acredito que o Braga é uma equipa com grande margem para se solidificar e ainda evoluir. E isto, como é óbvio, tem mérito do seu treinador que com paciência, vai chegando devagarinho ao topo... Para continuar a seguir atentamente a carreira de mais um "jovem" treinador português.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Momentos de José Mourinho (com vídeo)



Sem sombra de dúvidas, José Mourinho veio marcar uma era no panorama do treinador português. É de facto contagiante ver este vídeo e sentir arrepios na espinha com todos estes momentos daquele que é um dos melhores treinadores do mundo. Isto sim é viver o jogo, sentir paixão por aquilo que se faz e que se gosta de fazer e é a paixão e ambição da vitória e do querer sempre cada vez mais. É este o espírito. Contagia e muito e o homem é de facto especial.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Exercício: Recepção e Controlo Orientado (com vídeo)



Através de uma nova ideia em parceria entre a Nike e o Barcelona, é possível vermos alguns vídeos com alguns exercícios delineados pela equipa técnica de Pep Guardiola, neste caso com o seu treinador adjunto Tito Vilanova no comando e que me parecem importantes e proveitosos sobretudo para o futebol de formação. Neste exercício, vemos dois jogadores a trocarem passe entre si e onde o fundamental do exercício, é a qualidade da recepção orientada que fazem, para depois realizarem o passe sempre e cada vez mais com maior precisão. Disfrutem.

Forever?



Tenho muito respeito pela pessoa de Paulo Bento e como adepto do Sporting, agradeço-lhe por tudo o que de bom deu ao clube e por todas as defesas públicas que fez do clube nos bons e maus momentos. Parece-me evidente que só um cego ainda não viu que o seu ciclo chegou ao fim. A sua imagem está desgastada, a sua comunicação também, a forma como se manifesta dá a entender que os jogadores não fazem o que o treinador pede, o que é um sinal claro que os jogadores já não acreditam no trabalho do seu treinador e necessitam de sangue novo. Isso para mim é por demais evidente e reflecte-se nos jogos, nas exibições e nas vitórias e derrotas da equipa, porque mesmo vencendo, o Sporting não convence. É preciso puxar pela memória para relembrar uma exibição e vitória convincente da equipa. Paulo Bento não é o principal responsável mas é o treinador e não o relações públicas da equipa. É ele o responsável por tudo o que se passa dentro das quatro linhas em relação à sua equipa, não há como escamotear essa situação. Se me vierem falar da falta de argumentos em relação aos principais opositores, até posso aceitar parcialmente, mas quando vejo equipas como o Nacional e o Braga a praticarem melhor futebol do que o Sporting e com menos meios, acaba logo aí essa questão. Isso é desculpa dos coitadinhos. O plantel do Sporting é deficitário a nível qualitativo, mas tem condições para mais, muito mais e senão consegue e se se vê que é tudo tão espremido, está à luz de todos o que é preciso fazer. A mudança de treinador por si só não resolve, mas em Alvalade precisa-se de novo ar fresco e eu como adepto, preciso de voltar a sentir prazer em ver o Sporting jogar, que é coisa que não sinto à muito tempo. Por isso, Paulo Bento ao prolongar pessoalmente este estigma, está a demonstrar falta de personalidade e está a prejudicar o Sporting, clube que precisa urgentemente de uma limpeza geral.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Jorge Jesus - Manuel Machado



Nunca percebi bem de onde vem esta rivalidade entre estes dois excelentes treinadores portugueses, mas à luz do que assisti ontem e do que por vezes ouço ou leio na comunicação social, nenhum deles fica bem na fotografia e parece-me que esta competitividade entre treinadores é um pouco ridícula. Gosto de Jorge Jesus enquanto treinador. Do que pesquiso e do que muitas vezes me falam, inclusive ex jogadores seus, é do melhor que um jogador pode querer, porque é exigente, quer a perfeição e faz com que os seus jogadores evoluam, isto para além dos seus conhecidos métodos de treino. Foi um treinador que veio em crescimento sustentado até onde está, sendo hoje um dos treinadores portugueses da moda. O problema vem depois: Jesus é bom treinador, como é arrogante e presunçoso. Temos exemplos disso e o gesto de ontem não é único. Aí é que está a sua grande falha porque como homem do futebol que é, deve saber que hoje podemos estar no topo, mas daqui a uns tempos poderemos estar na lama e de nada nos serve estas atitudes. Não estou aqui para ensinar ninguém, é a minha opinião sincera. Depois vem Manuel Machado, outro treinador em crescimento sustentado, o treinador que fala mais caro em Portugal e que um dia ficou na memória por dizer que não acreditava em sistemas tácticos, mas sim no bom preenchimento dos espaços por parte dos seus jogadores. Parece-me que tanto um como outro se estão a perder em quezílias ridículas e que nada os dignificam como bons treinadores que são. Mas, sinceramente acho que não vai ficar por aqui...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Nota - Aviso

Venho informar quem amavelmente visita este espaço, que a partir deste momento deixarei de escrever sobre a minha equipa e sobre tudo o que envolve o clube, desde trajectos, treinos, jogos, etc, etc. Informo também que todos os posts relacionados com tal serão eliminados. A partir de agora, escreverei apenas sobre o que me interessa como treinador, ou sobre o treino, ou sobre exercícios, ou apenas por assuntos que queira analisar, mas sempre tudo num carácter pessoal e muito particular. Após algumas opiniões de pessoas que respeito e me dizem muito, sobre a forma como este espaço estava a ser gerido e por coisas que escrevia que supostamente não o deveria fazer, entendi tomar esta medida. Não porque me preocupasse com o que estava escrito, pois sei viver com o sucesso e com o insucesso, sei que ainda tenho que "pedalar" muito para ser um treinador na verdadeira concepção da palavra, e não me considero uma pessoa presunçosa ou arrogante, muito pelo contrário, sei quais são as minhas raízes e a minha forma de ser, mas para evitar mal entendidos ou criação de imagens e personalidades erradas, decidi tomar esta medida. Estou certo que não será por aí que me deixarão de visitar. Continuarei a falar de tudo, mas a nível pessoal. Espero que compreendam.

Um abraço e obrigado por cá passarem,

José Carlos.

Expectativas pessoais para a época

No próximo sábado, começamos a competir oficialmente. Custa-me a escrever a palavra competir, porque nestas idades os miúdos querem é divertir-se dentro do campo mas também têm o seu objectivo pessoal de ganhar. Por isso, a palavra competir. Não tenciono falar das expectativas a nível colectivo, mas sim a nível pessoal enquanto treinador de futebol.

Tenho a noção que não teremos vida fácil no campeonato. As equipas têm qualidade, têm ambições e penso que a nossa tarefa não será fácil durante a época. Como treinador, a minha expectativa é diária e semanal, ou seja, procurarei sempre pensar na semana de treino como uma boa preparação para o jogo que teremos a cada fim de semana e quero e tenho que me preparar mentalmente para isso. Não adianta estarmos a planificar a longo prazo. O caminho faz-se caminhando, com humildade, com respeito pelo próximo, mas também com ambição e espírito de conquista. Nesta primeira época como treinador, ninguém mais do que eu quer ter sucesso e saberei assumir responsabilidades nos bons e maus momentos.

Quero continuar extremamente motivado como tenho estado porque treinar, ser treinador e tudo o que a isso é ligado, é algo que adoro fazer e esse prazer ninguém me tira. Por isso, vou procurar incutir sempre bons valores na equipa, dotá-los das motivações que precisam e a nível pessoal, aprender cada vez mais, evoluir como pessoa e como líder de um grupo. A única promessa que posso cumprir é que eu e os que comigo treinam diariamente, daremos sempre tudo em prol da camisola que vestimos, independentemente dos resultados que alcançarmos, sejam eles bons ou maus. A pré-época foi boa, mas já passou, de nada interessa senão soubermos dar as respostas que precisamos dar durante o ano.

Vamos treinar e prepararmos bem os miúdos esta semana, para que no próximo sábado possam dar o melhor de si e se divertirem com o nosso primeiro jogo. E claro, quanto a mim, procurar ficar calmo, disfrutar e passar boas sensações aos miúdos, tentando esquecer que este é o meu primeiro jogo oficial como treinador em que constará o meu nome na ficha de jogo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A anarquia chamada Real Madrid



Tenho acompanhado um pouco este início do Real Madrid, entretanto assombrado com duas derrotas, uma em Sevilha e ontem em casa frente ao Milan e creio que, apesar de todo o investimento na equipa, a mesma me parece cada vez mais anárquica. Ser treinador do Real Madrid é o sonho de qualquer um nesta profissão, mas acredito que chegando a esse patamar, deve ser das piores equipas para se treinar. A pressão interior e exterior é implacável e creio que Manuel Pellegrini, treinador que aprecio e a quem reconheço enormes virtudes, está a sentir no papel essa mesma pressão. Relembro quando o chileno entrou em Madrid que a sua concepção para os brancos seria colocar a equipa em 4x4x2 e trabalhar sempre e cada vez mais a bola no meio campo adversário. Neste momento, acho que Pellegrini ainda não chegou à resposta que pretendia. Tenho-o visto a apostar ora num 4x4x2 ora num 4x3x3, mas ainda sem o seu modelo definido. É normal que queira que o Real se sinta confortável com a bola no meio campo adversário, pois como será habitual, as equipas fechar-se-ão e apostarão no contra-ataque. O problema é mesmo esse. O Real é uma equipa partida. Não dá o espectáculo que a sua 'aficion' exige (tem vencido mas estas últimas duas derrotas soaram o alarme), mas acredito que não seja fácil quando as equipas adversárias se fecham bem e ainda por cima é uma equipa partida na sua transição defensiva. Ontem no pequeno resumo que vi da partida com o Milan, vi isso mesmo. E já o tinha visto em outras ocasiões. O Milan a partir do seu 1-2, aproveitou isso mesmo. Teve mérito, mas houve também muito demérito dos brancos que procuram ainda a sua identidade e convenhamos que colocar Kaká numa faixa e Granero noutra pelo menos na teoria, com estes a terem liberdade para deambular no centro do terreno, não me parece o mais acertado, mas eu não ando por lá e tenho uma ideia diferente. Salva-se o capitão Raul que vai apagando as birras de Benzema que ainda nada mostrou e já tanto exige. E sim, Cristiano faz mesmo falta nesta equipa. Mas também Robben o faria...

Volto a reafirmar a minha admiração por Manuel Pellegrini. Gosto da sua forma de estar no futebol, da concepção de jogo que tem e mostrou no Villarreal, mas a paciência em Madrid é nula e ou encontra respostas rápidas, ou não será fácil a sua convivência em Madrid.

Nota: Opinião muito pessoal de alguém que gosta de futebol e que até é apaixonado pela cultura catalã e pelo futebol dos culés. No entanto, isso não me impede de ver o que os outros fazem e desfazem...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Presença na Rádio Clube da Feira



Estive na noite de ontem num programa na Rádio Clube da Feira denominado "Palco dos Sonhos" em que fui um dos seleccionados e convidados para participar neste programa que abrange em grande parte o futebol de formação do concelho de Santa Maria da Feira e que ontem se centrou no meu clube, Lusitânia de Lourosa. Fui tal como outros treinadores e jogadores em representação do clube e penso que foi um serão bem passado. Deixamos as nossas impressões sobre o futebol de formação do Lusitânia de Lourosa, estivemos em momentos de conversa agradável e sem dúvida que foi um bom programa, onde todos tiveram a sua hipótese de intervir, falar e deixar as suas apreciações e ideias. Se quiserem ouvir o programa podem fazê-lo por aqui. Muito obrigado à Rádio Clube da Feira pelo convite que nos proporcionou, sendo sem dúvida uma rádio que acompanha bem de perto todo o futebol da região e isso é de louvar.

http://noticias.ptexl.com/2009/10/21/nao-ha-clube-como-o-lourosa-na-regiao-e-unico-em-paixao/

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Exercício - "Tabuleiro" - Relação com Apoios




Bom, não liguem muito à qualidade dos desenhos, foi feito à pouco, centrem-se no exercício em si. Eu coloquei em meio campo, mas bem estruturado, pode muito bem ser feito em quarto de campo, acho que chega perfeitamente.

O exercício centra-se dentro dos quadrados. Cada jogador tem um quadrado seu de onde não pode sair, apenas podendo desmarcar-se lá dentro quando a sua equipa tem a bola, ou cortar linha de passe quando não a tem. Os jogadores de azul fora do raio de acção servem de apoio. Pode ser um ou dois apoios, neste caso coloquei dois. A prioridade do jogador que tem a bola é jogar sempre a bola na frente ou lateralmente nos seus colegas de equipa, senão há solução não hesitar em jogar no apoio (o portador da bola deve ter sempre apoio por perto). Cada jogador tem apenas 5 segundos para se livrar da bola e passar noutro sector. Neste exercício exige-se rapidez de processos e a criação de linhas de passe dos jogadores que em fase ofensiva não têm a bola e redução de linhas de passe dos jogadores que estão em fase defensiva. Reparem sempre que cada jogador que tem a bola, tem sempre duas hipóteses de passe.

Numa primeira fase pode colocar-se como jogo livre, depois ganha a equipa que realizar maior número de x passes ou que conseguir trocar a bola entre si de um apoio ao outro sem que a outra equipa consiga bloquear as suas acções. Tenho dúvidas que este exercício encaixe bem nos escalões de formação, mas com tempo, vou experimentar para perceber.

O que acham?

O Treino - Formas de o abordar

O treino “é um processo pedagógico que visa desenvolver as capacidades técnicas, tácticas, físicas e psicológicas dos praticantes no quadro específico das situações competitivas através da prática sistemática e planificada dos exercícios orientado por princípios e regras devidamente fundamentadas no conhecimento científico. Visa o aumento dos limites da adaptação do indivíduo com o objectivo de atingir o máximo rendimento como uma maior economia e resistência à fadiga de acordo com o resultado previsto”  (Castelo e col. 1996). 

No meu entender, treino é como um jogo. Encaro uma sessão de treino como se de um jogo  oficial se trata-se, com a mesma importância, com a mesma intensidade, com a mesma aprendizagem, com a mesma concentração e forma de o abordar.  Não quer dizer que isso aconteça no escalão onde treino, pelas razões evidentes, mas é uma filosofia de grande parte dos treinadores. Costuma-se dizer na gíria que devemos treinar como jogamos e estou plenamente de acordo. Um treino bem organizado, sintetizado e planeado para aquilo que queremos colocar em prática durante o jogo, é extremamente essencial. Depois, é a nossa comunicação, a nossa motivação e a importância que damos ao treino que faz todo o resto. Um atleta que venha predisposto para treinar, para aprender, para se integrar dentro dos príncípios e do espírito da equipa, é um atleta do agrado do treinador. Assumo que cada vez mais a tarefa do treinador não é fácil neste sentido. Se em tempos passados, o atleta vinha treinar, tomava o seu banho e ia embora sem perceber nem se interessar pelo sentido do treino que efectuou, hoje em dia o treinador tem que mostrar a um atleta cada vez mais interessado que aquele é o caminho, fazendo-o crer nas suas ideias e estando por dentro do espírito que o treinador coloca dentro do processo do treino e daquilo que são as suas ideias para a equipa. Isso acontece em todo o lado. Provavelmente nem tanto nos escalões de formação, devido sobretudo à idade das crianças e ao facto destas se quererem divertir com uma bola nos pés, mas a partir de iniciados para cima, estou em crer que isso acontece.


Por isso entendo que o sucesso ou não de uma sessão de treino advém sempre da motivação, do interesse e do espírito que os atletas possam trazer para o treino. A aprendizagem é fundamental neste capítulo, mas a aceitação de que devemos aprender cada vez mais, ainda maior. Um treinador pode ser muito bom, pode organizar excelentes sessões de treino, mas senão tiver os atletas imbuídos no espírito do treino, da concentração e da inteligência, de nada vale.

domingo, 18 de outubro de 2009

O papel e comportamento dos Pais

Como todos sabemos, o papel dos Pais no futebol de formação é assumido como praticamente decisivo em muitos parâmetros do futebol mais jovem. Hoje em dia quem é treinador de futebol, sobretudo o de formação, tem a sombra dos Pais para a crítica do seu trabalho e para a observação total e detalhada do que estamos a fazer, seja ela positiva ou negativa. Escrevo este post, porque acabei de assistir a um encontro de futebol no escalão de iniciados e onde assisti a comportamentos simplesmente vergonhosos e inaceitáveis por parte de alguns Pais. Desde achincalhar o treinador, desde criticar abertamente miúdos que apesar de algumas limitações técnicas, estão lá dentro a jogar, a terem o prazer do jogo, a divertirem-se, foi um enchorrilho de más atitudes que a mim me entristeceram e porque não dizê-lo, enojaram. É neste sentido que entendo que o papel e comportamento dos Pais, é absolutamente decisivo na progressão e na evolução do atleta, mas sobretudo do ser humano. Só ando no futebol à dois anos, uma época como director e agora na minha estreia como treinador, e tenho assistido durante este curto espaço a comportamentos que não dignificam o futebol e sobretudo as pessoas que o fazem. Os Pais hoje em dia devem estar embuídos do espírito constructivo, da pedagogia e da ajuda permanente, em casa devem ser uma extensão completa da filosofia do clube onde estão inseridos, incentivando os miúdos à pratica do futebol, do fair play, da aplicação total nos treinos, do respeito ao treinador, etc, etc. Em muitos casos isso não acontece. Temos que saber reconhecer que a profissão de treinador de bancada existirá sempre e todos passaremos por ela, mas há limites. Considero mesmo que em muitos casos, o Pai de um qualquer atleta, é um possível adversário de um treinador. Ou são claros, correctos e coerentes e respeitam quem sabe e quem lidera, ou os efeitos contrários poderão ser penosos, no treinador e no atleta. No meu caso pessoal, pelo meu curto tempo de trabalho, ainda não notei muito isso, mas sei que tenho que estar preparado para essa convivência e para essa pressão exterior que sempre existirá... para o bem e para o mal.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Plano de Treinos - Outubro (Actualizado)





Está actualizado o plano de treinos deste mês de Outubro. Como era minha intenção, teremos mais dois jogos-treino antes de se iniciar a competição oficial. É hora de começarmos a dar respostas ainda mais positivas dentro de campo, estarmos cada vez mais dispostos a melhorar porque segue-nos uma campanha que não será fácil e onde teremos que estar no nosso máximo para dar sempre uma boa imagem. Daqui a duas semanas, estou certo que estaremos bem preparados para a nossa primeira jornada que o sorteio definiu ser em casa frente ao Esmoriz. Amanhã teremos mais um encontro amigável, desta vez em Argoncilhe, onde terei oportunidade de testar ainda novas experiências e procurar boas sensações e respostas pessoais por parte da equipa.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sorteio - Escolas A

Fiquei a conhecer ontem as equipas que vão competir comigo no Campeonato Distrital de Escolas A 2009/2010 e posso dizer que fiquei um pouco com o sabor amargo na boca. Creio que não tivemos a sorte do nosso lado com as equipas que nos saíram para esta fase, mas penso que será uma boa forma de motivar os miúdos e mesmo a mim próprio, que terei trabalho árduo daqui para a frente. Sou sincero, a nível pessoal, tenciono fazer a melhor classificação possível para a equipa. Reconheço o valor dos adversários que teremos pela frente, mas que essa casualidade não sirva para afastar ninguém dos seus compromissos. Daremos a cara do príncipio ao fim de cada jogo, sempre com mentalidade e ambição de vencer. Disso podem ter toda a certeza.

Ficam os nossos adversários: Feirense, União de Lamas, Fiães, Paramos, Esmoriz, Paços de Brandão e Rio Meão.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Carlos Queiroz e a missão "quase" cumprida



Sou e serei um eterno defensor daqueles que pensam o jogo como um espectáculo, daqueles que sabem muito de futebol e aliam o seu conhecimento ao treino e ao jogo em si.
Esqueçamos Carlos Queiroz enquanto líder e comunicador nato, centremo-nos na sua filosofia de jogo e da qualidade que imprime aos seus treinos. Queiroz é um predestinado em relação ao treino. É alguém que tira do treino, o máximo proveito do que ele pode oferecer. Sou sincero, gosto da maneira como Portugal joga. É verdade que a qualidade exibicional por vezes anda distante do desejado, mas a missão do seleccionador sempre foi complicada após a sua entrada no cargo. Acho mesmo que Queiroz está à espera de poder conseguir qualificar Portugal para proceder aquilo que ele é melhor: reformulação da estrutura técnica da selecção desde a sua formação à equipa principal. Voltando aos príncipios de jogo da nossa selecção, é por demais evidente a qualidade técnica que esta equipa possui, a forma como joga de pé para pé e procura jogar bem e sempre no meio campo adversário e Queiroz aproveitou uma coisa boa: no meio de termos tantos extremos mas a produtividade ser nula no nosso centro do ataque, juntou mais as linhas e começou a aproximar o 4x4x2 losango à nossa equipa, sendo um sistema alternativo e muitas vezes preferencial ao badalado 4x3x3. Não sou defensor de Queiroz, mas sou defensor daqueles que percebem o jogo, percebem o treino e dão a qualidade necessária a ambas. Queiroz é um desses treinadores. Tem como maior pecha na minha opinião, o facto de não ser uma figura "romântica" vá lá, tendo uma imagem mais fria, mais fechada e dando a ideia de ter poucas capacidades ao nível da comunicação e liderança. É um feeling meu, porque o resto sabemos que quem sabe, sabe mesmo. Aliás, um dia até gostaria de assistir a um treino de Carlos Queiroz. Quem sabe...

André Villas Boas



Chegou a oportunidade por que tanto ansiava. É uma aposta de alto risco para este jovem treinador, até porque a matéria prima em Coimbra não lhe garante o sucesso que a sua sabedoria e experiência exige ter. Sou um claro defensor desta nova geração de treinadores jovens, que trazem um ar mais fresco e mais evoluído ao futebol e certamente que acompanharei a carreira de André, que me parece um treinador jovem com todas as capacidades para singrar no futebol. Pelo menos os ensinamentos, a experiência com o melhor dos melhores e o seu estudo, provam isso mesmo. Espero que tenha a melhor sorte nesta sua primeira etapa como treinador de futebol. A nível de qualidade de treino, estou certo que trará grandes coisas ao nosso meio. É esperar para ver. Que a sorte o acompanhe, como não acompanhou Carlos Azenha que, é verdade que se diga isto, por ter tido uma experiência ingrata em Setúbal e sem condições, não é um mau treinador como se quis e quer fazer passar. Às vezes as pessoas têm sede da crítica fácil, porque não se socorrem das circunstâncias que os treinadores vivem.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Primeiro balanço

Estou muito satisfeito com este meu início de carreira, se é que lhe podemos ou um dia poderemos chamar assim. Acredito que a cada dia vou-me soltando cada vez mais, vou bebendo do conhecimento que retiro do dia a dia, da observação que gosto muito de fazer a outras sessões de treino, dos conselhos de quem sabe e anda nisto à mais tempo e mesmo dos meus próprios feedbacks. A cada dia, acredito que vou evoluíndo e sendo um treinador melhor. Acredito muito nas minhas ideias e na minha capacidade de aprender e evoluir cada vez mais.

As coisas têm ido por um caminho altamente satisfatório e só me posso dar por satisfeito e continuar uma caminhada que ainda só agora começou mas que me está a dar muito gosto fazê-la. Acreditem que a nível de liderança e de gestão de um grupo, não tenho uma equipa fácil, mas é normal visto serem crianças ainda, mas creio que tenho feito passar a mensagem daquilo que pretendo e as coisas têm sido cumpridas com rigor e exigência. Também sei que estou num clube onde todos os dias somos avaliados e onde existe alguma pressão inerente ao nosso cargo. É o dia a dia do treinador e temos que estar habituados a isto.

Vamos continuar e seguramente vamos melhorar cada vez mais. Confiança Sempre!

sábado, 10 de outubro de 2009

Treino com crianças

Convidaram-me para este sábado de manhã ir treinar miúdos com 5, 6 e 7 anos na companhia de outro treinador e só posso dizer que foi uma experiência engraçada e enriquecedora. Dou muito valor a quem é treinador de pré-escolas, porque não é fácil e é preciso reunir uma série de características humanas muito fortes para se poder ser treinador nestes escalões. Posso dizer que gostei, foi engraçado estarmos a conviver e a oferecer o prazer de jogar a estas crianças e a ensinarmos o que sabemos para que elas pudessem ter umas boas noções, algumas delas, irmãos de jogadores da minha equipa, o que ainda mais engraçado foi. Enfim, foi um início de manhã muito bem passado.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O treinador e as malas sempre prontas

Ser treinador é das profissões mais complicadas e com maior pressão que pode existir, mas costumo dizer, agora que começou a minha curta carreira, que melhor não há. Quem gosta de ser treinador, sabe que tem um papel importante nas mais variadas vertentes. Tenho acompanhado e interesso-me pelo trabalho que os treinadores do nosso principal campeonato têm efectuado e a verdade é que já tivemos algumas chicotadas psicológicas. E se num caso de uns não há a paciência que nós treinadores gostaríamos que existisse, noutros casos há até demais, com visíveis esgotamentos. De um lado da barricada, Carlos Azenha, Nelo Vingada, Ulisses Morais, Carlos Carvalhal, Rogério Gonçalves e do outro Paulo Bento. No caso do primeiro grupo, houve clara falta de paciência, de crença e até de confiança no trabalho desempenhado por estes treinadores. Convenhamos, quando se contrata um treinador, é preciso que se acredite nele, nas suas capacidades e no seu método, mas todo o treinador necessita de tempo para colocar as suas ideias em prática e o maior consolidadas possíveis. Estes homens nem três meses tiveram, excepto o caso de Carvalhal. Paulo Bento, esse, está sentado à quatro anos numa poltrona que em Alvalade lhe ergueram: Paulo Bento Futebol Clube. Ou porque é "Forever", ou porque é com "tranquilidade", hoje assumo postura crítica para com o treinador daquele que é o meu clube. Paulo Bento há muito que deveria ter saído do Sporting pelo seu próprio pé. Não concordo com as desculpas do orçamento e da falta de qualidade do plantel, senão pergunto: jogadores como Izmailov, Vukcevic, João Moutinho, Liedson, Matias Fernandez, Miguel Veloso e outros não conseguem ser mais do que são? É óbvio que sim. Por isso a comparação entre treinadores que nem três meses tiveram para preparar as suas equipas e um que está à quatro anos no mesmo clube e o futebol da equipa apresenta-se como miserável e sonolento. Na minha perspectiva, Paulo Bento está a ter falta de personalidade e mostra-se agarrado à oportunidade. Prejudicou-se ele, que se expôs demasiado, os jogadores estão evidentemente com a imagem desgastada em relação ao seu treinador, são tudo relações que se estão a deteriorar e a prejudicar um clube. Mas, se em relação a muitos treinadores, a mala deve estar sempre pronta, outros há que assentaram arraiais e não há maneira de saírem de lá. Triste futebol o que temos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Plano de Treinos - Outubro



Está definido provisoriamente o plano de treinos deste mês de Outubro, com todas as programações feitas. Ainda antes de se iniciar a competição a sério no fim do mês, estou à espera de ainda poder fazer dois jogos-treino após o embate contra o Espinho. Vamos ver se é possível. Por ora, fica o plano de treinos expectável para este mês. Ser treinador dá trabalho, mas não há melhor.

Filosofias

Tenho sentido em alguns quadrantes do clube, algumas boas expectativas em relação à época que se vai iniciar em breve. O clube costuma ter boas tradições em relação aos seus escalões de formação e tenho essa consciência. Em conversa com os meus miúdos, disse-lhes que acreditava neles. Muito mesmo! Que nunca iriam ter pressão da minha parte pelas vitórias, mas sim pelo esforço, atitude e pelo procurar jogar bem. Já lhes disse que essa é uma das filosofias: mediante as nossas possibilidades, praticar um bom jogo, com qualidade à vista de todos. É condição essencial para mim e tenho trabalhado com eles nesse sentido, pois sei que se jogarmos bem, mais próximos estaremos de vencer. Hoje em dia o futebol tornou-se um desporto cínico, sem o prazer do espectáculo e cada vez mais resultadista e pragmático em detrimento da qualidade de jogo, da alegria dentro do campo, etc, etc. Por isso, e citando o treinador pela qual sou fã (descobrirão com tempo) "Jogar bem não é importante... é condição!" Para mim, o mais importante é trazer e ensinar boas coisas à equipa, incitar ao fair play incondicional, à paixão pelo jogo, pelo procurar jogar bem. Tudo começa por baixo e entendo que como treinador de formação, tenho essa responsabilidade. É preciso passar-lhes boas valências! Se calhar, tenho sido demasiado exigente com eles, mas é um pouco a minha obsessão pelo prazer do que treino e faço, que me torno assim. Disse-lhes que entrei para os fazer melhores jogadores, e que se os conseguir fazer melhores jogadores, a equipa em si será melhor também. O ganhar, mesmo que se diga que não, também é importante. Todos sabemos isso, mas queremos retirar a óbvia pressão dos miúdos. Nisso não lhes pressiono, mas quero incutir neles mentalidade ambiciosa e vencedora, condicionantes à idade que possuem ainda assim. Como? Treinando bem, incutindo-lhes o prazer pelo jogo e pela condição óbvia de jogarmos o melhor possível. De certeza que assim, virei embora descansado e de consciência tranquila.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Exercícios com Circuitos

Em escalões de formação, essenciais, importantes ou indiferentes?

Aos treinadores que cá passam, peço a vossa opinião, porque esta é capaz de ser uma temática importante e é sempre bom recolher as opiniões de todos.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Jogo por sectores



Exercício que vou apresentar no treino de logo aos meus miúdos e que espero que eles possam perceber e entender todas as características.

Descrição: Jogo de 7x6, em virtude de só termos ainda um guarda redes. Uma equipa ataca a baliza principal, a outra tem três balizas de reduzidas dimensões para poderem marcar.

Características: Numa primeira fase, jogadores impossibilitados de passar para os outros sectores divididos pelos cones brancos (defesa: 2x1; meio campo: 3x3; ataque: 1x2), depois permitir mobilidade para o jogador que segue com a bola controlada ou faz o passe para o sector seguinte, criando os desequílibrios necessários (se passar da defesa para o meio campo, faz 4x3, se passar do meio campo para o ataque faz 2x2).

Variantes: Pode-se retirar uma baliza de pequenas dimensões ficando apenas duas, com dois objectivos: ou marca-se golo nas duas balizas pequenas, ou então passando a linha por entre as balizas também conta como golo.

Qual a vossa opinião?

domingo, 4 de outubro de 2009

Treino de amanhã - 5 de Outubro de 2009

Em virtude do feriado nacional, teremos a oportunidade de poder treinar de manhã, libertando a tarde dos miúdos e mesmo a dos treinadores para poderem descansar ou se divertirem. Tenho programado um treino virado para a vertente da técnica individual e finalização. Será mais ou menos assim:

- Meiinhos 10m ou corrida 5m + Alongamentos;
- Exercícios de técnica individual (passe, recepção orientada, condução, passe à distância...);
- Finalização;

Não sei ainda quanto tempo teremos de preparação, por norma costuma ser uma hora, sendo que tenho o treino preparado e gerido para essa duração, esperando que possa ter sempre mais um bocadinho de tempo para treinar. Bom fim de semana para todos.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O treino de hoje

Salvo raros imprevistos, está convenientemente preparado e será assim:

- Meiinhos - 10 minutos + Alongamentos;
- 4 estações divididas, cada uma com um objectivo específico em jogos de 2x2 - Duração de cinco minutos cada jogo e trocas de estações; Objectivos de trabalhar a contenção e a cobertura defensiva; a mobilidade e o equílibrio;
- Palestra final + Convocatória para jogo de sábado.

Falcão e as evidências azuis



Grande golo ontem do avançado colombiano no Dragão que serviu claramente para salvar a pele aos portistas da fúria dos adeptos, que não estavam a gostar absolutamente nada do que viam em campo. Posto isto, pergunto aos responsáveis do Porto se todos vimos o mesmo jogo? Boa exibição? Melhores oportunidades? Ok... não está em causa a justiça do resultado, até pela postura dos madrilenos que com a equipa que possuem, deviam de ter vergonha de terem jogado tão na retranca como o fizeram (Abel Resino?), mas, contra-senso ou talvez não, estava a dar resultado e porquê? Porque o Porto quando actua contra equipas de valia idêntica ou superior e essas equipas lhe dão o comando do jogo, pura e simplesmente tem dificuldade em assumi-lo, em comandá-lo de forma posicional, mais continuada, mais lenta. É uma equipa de transições rápidas, que faz da pressão ou em zona defensiva adversária ou no meio campo, o mote para criar situações de finalização rápidas e com facilidade. Ora isso ontem não aconteceu durante grande parte do tempo, também devido à boa organização que o Atlético possuía. Agora, boa exibição não me parece. Parece-me que os azuis a nível exibicional, estão muito abaixo do que podem mostrar, mas vão ganhando e isso é o mais importante. O golo de Falcão (excelente reforço) é de ponta de lança de nível. Belluschi parece-me excelente jogador e terão oportunidade de ver isso mesmo, quando o jogo passar mais pelos seus pés, Tomás Costa e Mariano Gonzalez são daqueles flops mesmo com F grande, mesmo que as suas abnegações apaguem todas as limitações técnicas que possuem e Hulk é Hulk mesmo em baixo de forma. Agora boa exibição, melhores oportunidades? Não concordo.