segunda-feira, 28 de maio de 2012

A acompanhar com atenção...


Directamente de Paços de Ferreira, na próxima época. Sempre a subir na sua carreira.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sobre a final da Taça...






- Antes demais, não um grande jogo de futebol, sobretudo por mais responsabilidade do Sporting do que propriamente da Académica, que jogou e teve a sua postura, conforme mais lhe convinha, com bons resultados;

- É notória a grande dificuldade do Sporting em jogar contra equipas em bloco baixo, com boa concentração de jogadores, bom preenchimento dos espaços, e com todos os jogadores atrás da linha da bola. Essa dificuldade já vem desde Domingos e parece continuar. Ora, se atendermos a estas características, o facto do Sporting não ter tido uma postura pressionante e agressiva quando se encontrava sem bola, talvez se explique muita coisa;

- A Académica é uma equipa que frente aos grandes, pelo menos nos jogos que observei, deixava os centrais adversários assumir a construção com relativo à vontade, baixando o ponta de lança para perto da linha média. Assim aconteceu com Edinho, que quando a bola chegava à zona defensiva do Sporting, baixava para junto da linha média, com os centrais do Sporting convidados a construir. O Sporting é uma equipa que não tem centrais de equipa grande. Sim, porque quando é preciso assumir o jogo e não ter uma postura expectante e se convida os nossos centrais a construir, a partir daí tiramos as ilações. Dos centrais que o Sporting possui, só Rodriguez é um central com características razoáveis de construção, mas passa mais tempo no departamento médico do que propriamente no terreno;

- Porque é que uma equipa que está numa postura expectante, consegue várias transições ofensivas, como aconteceu com a Académica na tarde de Domingo? Responsabilidade do Sporting. Erros gritantes em construção, más tomadas de decisão por parte de alguns jogadores (Capel) com bola, e um distanciamento intersectorial acentuado, com espaço para as saídas em transição ofensiva que a Académica conseguiu e bem. Confesso que nem consegui perceber qual era a ideia do Sporting, que zonas queria pressionar, que atitude na perda da bola, não consegui perceber...

- Questão: no golo da Académica, aquando da perda de bola e consequente lesão de Polga no meio campo, com variação rápida de David Simão para o corredor, com Insua a fechar por dentro na zona do central que estava em recuperação depois de ter estado caído, quem deveria estar a fechar o segundo poste, onde Marinho aparece a cabecear sem oposição? Pois...

- Irrita-me solenemente ver um jogador que é idolatrado em Alvalade e a meu ver, claramente sobrevalorizado, pegar na bola no corredor esquerdo e sair em condução acelerada e frenética para o lado direito para entregá-la ao extremo contrário a um metro dele? Que benefícios? Qual o objectivo? Isto acontece frequentemente. Ora, se estamos a jogar contra uma equipa que concede poucos espaços, que tem uma densidade de jogadores elevada sobre a zona da bola, quando os conseguimos, tomamos este tipo de decisões com bola, estamos claramente a prejudicar o colectivo e a reduzir as nossas possibilidades de ter êxito;

- Se uma equipa nos concede a iniciativa do jogo, umas das maiores e principais premissas, é termos uma circulação de bola rápida, a toda a largura, aproveitando com paciência uma possível desorganização do adversário para tentar entrar no último terço. É uma das premissas essenciais. O Sporting não teve nada disso, contando-se pelos dedos das mãos, as oportunidades de golo criadas;

- Destaque individual para Adrien Silva. Dos jogos que vi da Académica na época que findou, esteve sempre em grande destaque. Tem, de CARAS, lugar no próximo plantel do Sporting. Espero que Sá Pinto seja da mesma opinião.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O 9


Se os gigantes do futebol europeu procuram um verdadeiro e completo ponta de lança, eu diria que actualmente, este é dos melhores que por aí andam, senão mesmo o melhor. Com todo o respeito pelo Atlético, já é um clube demasiado pequeno para Radamel Falcao. Bem sei que aceitou o repto de ir para Madrid, mas se quer ser mais reconhecido a nível internacional, se deseja o topo, se quer vencer troféus importantes para além da Liga Europa, tem que ir para uma equipa de topo. E atendendo aos problemas económicos que assolam o Atlético de Madrid, seria uma desilusão enorme senão visse este ENORME ponta de lança na próxima época, numa equipa com outra dimensão. Aquilo que fez hoje, na final da Liga Europa, só está ao nível de ponta de lança de altíssimo nível e Falcao é esse jogador. Sublime.

sábado, 5 de maio de 2012

Obrigado


Podia dizer muita coisa, mas acho que "Obrigado" é a palavra mais correcta e estou certo que todos os fãs de futebol, que idolatram o jogo por paixão, estarão de acordo comigo. Guardiola trouxe algo de novo ao futebol, modelou uma cultura de um clube, interpretando-a até à exaustão, criou a sua própria marca, criou a sua própria história. Desde que me conheço, foi a equipa que mais prazer me deu ver jogar, porque teve uma ideia muito própria e além disso, venceu, conquistou, glorificou. Ficará sempre na história como a já designada "Pep Team", por isso agradeço tão bons momentos de futebol que ficarão indubitavelmente na nossa memória. O Barcelona continuará a sua história, pela escolha do seu sucessor, pretenderá manter a sua cultura, a sua filosofia de jogo e cá estaremos no futuro mais próximo para analisar.

Pep decidiu sair. Foi uma decisão sua e como treinador de futebol que também sou, acabo por o compreender. Como ele disse e bem, 4 anos como treinador no Barcelona são uma eternidade, eu acrescento que em qualquer clube, excepto o Manchester United, o são. Há uma altura em que há um desgaste dos jogadores em relação ao treinador, à sua voz, à sua comunicação, à sua metodologia, é perfeitamente natural isso acontecer devido à rotina do dia a dia, como também acontece com o treinador, que lidera quase os mesmos jogadores à muitos anos e às vezes o ser humano precisa de novos desafios, há uma necessidade de se transcender até para não haver uma certa acomodação, por isso compreendo Guardiola na hora da saída. Espero que possa descansar e que possa voltar rapidamente ao futebol. O bom futebol precisa de Guardiola e estou certo que Guardiola, mais tarde ou mais cedo, necessitará do bom futebol.

Por agora, bom descanso e muito obrigado Pep.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Fiquei fã...


Confesso que tinha visto poucos jogos seus para ter uma opinião demasiado concreta. Sabia sim que era um ponta de lança de inegável valor. Estive especialmente atento no jogo de quinta feira passada e fiquei muito bem impressionado. Confirmou os predicados de um excelente ponta de lança. Forte nos apoios frontais, forte na protecção e temporização da bola para apoios e entradas dos médios, forte na profundidade, tecnicamente interessante e com espaço... letal. Gostei muito. Foi uma autêntica dor de cabeça quer para Anderson Polga quer para Xandão e Marcelo Bielsa organiza a sua equipa um pouco também em função das características do seu 9 e acho que o faz bem. Não sei que dimensão Llorente teria numa equipa de maior cartel, mas apostava fortemente no seu sucesso. Para mim, é um excelente ponta de lança a merecer a atenção dos clubes de topo (com todo o respeito pelo Athletic). Para continuar a seguir, sobretudo na final da Liga Europa.

sábado, 28 de abril de 2012

Porque por muita vontade que possamos ter...


... se não temos qualidade, isso vem á tona nos momentos cruciais. Analise-se as acções do lateral direito titular do Sporting e provável titular da Selecção Portuguesa no Euro-2012 (!!!!) no segundo e terceiro golo do Athletic. A minha opinião sobre João Pereira é por demais conhecida: muita vontade, muita raça, mas pouca ou nula produtividade. Não é jogador para o Sporting, nem sequer devia ser opção para a Selecção Portuguesa. Mas eles é que sabem, eu cá percebo pouco da coisa.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Percebo agora...


... porque nunca deu nada como treinador de futebol. Absolutamente hilariantes as suas declarações e observações sobre o jogo, sobre futebol propriamente dito, como comentador na RTP N. Repito, hilariantes. E o mais engraçado, é imaginar este artista, juntamente com os senhores "doutorados treinadores de bancada" Jorge Gabriel e Carlos Daniel. Não há um tacho para mim? Prometo que faço muito melhor e não cobro tanto.

domingo, 22 de abril de 2012

Sobre o Barcelona x Real Madrid...






- Vitória justa do Real Madrid, que mostrou ser mais equipa, mais equilibrada em todos os momentos, a mais serena e com maior sangue frio num jogo em que tinha que demonstrar personalidade e alma de campeão e conseguiu-o de forma inequívoca. Quase na mesma situação, encontro semelhanças com a vitória 2-6 do Barcelona em Santiago Bernabéu, na primeira temporada de Guardiola;

- Achei surpreendente a equipa inicial e escolhas de Guardiola. Desde logo a aposta em apenas 3 defesas, um risco enorme que a equipa poderia correr e correu, sobretudo pela maior exposição às transições ofensivas. Percebi a ideia de colocar mais gente no centro do meio campo, contra o 2x1 do Real Madrid, mas a verdade é que Xavi, Busquets e Thiago são jogadores de características mais de passe, mais de coberturas ofensivas, do que propriamente de rupturas, de mobilidade, de criação de desequílibrios e, tirando Iniesta, que era quem tentava desequilibrar na zona central, até porque Messi esteve sempre muito bem vigiado e com pouco raio de acção, o Barcelona nunca me pareceu ser, o Barcelona, se é que me entendem. Mesmo a opção Daniel Alves, que é claramente melhor aparecendo detrás para a frente e não já estando posicionado na frente, não correu bem. E depois a aposta em Tello. Não está em causa o talento ou a capacidade individual do jogador, mas não me parecia o jogo indicado para uma aposta tão arriscada. Não estou a criticar Guardiola, um dos meus treinadores de top favoritos, e só ele é que sabe o porquê deste onze, mas acho que não foi feliz nas opções que tomou. Alexis, Piqué e Fabregas, trazem a verdadeira dimensão ao futebol do Barcelona;

- Muito conseguida a organização defensiva do Real na sua totalidade. Jogadores muito concentrados, ocupação de espaços muito conseguida, preocupação zonais de todos os jogadores com os homens que caíam nas suas zonas, embora em alguns momentos tivesse sentido Khedira ir para onde Iniesta ia, experiência nos duelos individuais, coberturas, coberturas, mais coberturas, contenção, saber correr, como correr e onde correr. Foi muito interessante. É algo em que o Real se sente confortável, sobretudo porque depois provoca a rápida passagem de uma fase para a outra de forma muito eficaz, pena que em algumas situações de transição, existissem más decisões e alguma ansiedade que impediram uma melhor definição do último passe;

- Minuto 82: Barcelona pressiona e está instalado no meio campo do Real quando há uma recuperação de bola e rápida saída em transição ofensiva com uma situação de 4x3 com três jogadores do Barcelona em recuperação. Benzema que era quem conduzia a bola, fez tudo bem, menos a decisão final. Tentou um remate de meia distância, quando poderia ter provocado a saída de um defesa ao seu encalço, libertando Ronaldo, que confiante como estava, provavelmente mataria mais cedo o encontro. Não critico Benzema, que fez um jogo estrondoso, mas nesta situação, condeno a sua decisão ainda que, em última instância a compreenda;

- Não gostei da exibição de Di Maria, sobretudo a nível ofensivo. Demasiado inconsequente, com uma série de más decisões e com algum temporizar em demasia o jogo, quando este pedia velocidade de execução. Defensivamente generoso, solidário, mas poderia ter tido outra contribuição a nível ofensivo;

- Sou um frenético apreciador da cultura Barça. Gosto deste futebol de toque, de posse, de circulação, de velocidade de circulação, de constante triângulos e várias linhas de passe disponíveis ao portador da bola, mas penso que o título será justamente entregue ao Real Madrid, porque numa competição destas, em que se premeia a equipa com maior regularidade, o Real Madrid foi claramente melhor, tendo rubricado jogos de grande qualidade exibicional a que tive oportunidade de assistir;

- Por fim, uma palavra aos melhores do mundo, José Mourinho vs Guardiola e Cristiano Ronaldo vs Messi. Não tem que se idolatrar um e odiar-se o outro. São filosofias diferentes, homens diferentes, características diferentes, mas todos eles muito bons no que fazem e a transmissão do que fazem, pelo prazer com que o fazem, é sublime. Falando na minha área, José Mourinho é o melhor treinador de todos os tempos. Podem assobiá-lo, criticá-lo, denegri-lo que ele estará sempre aí. É o melhor e é português. Ponto. Vai ser campeão espanhol e vencer mais uma vez, a sua batalha contra os críticos. Dizem que dá gosto quando é assim...

sábado, 21 de abril de 2012

Uma surpresa para muitos...


... mas nem tanto para mim. 

Estive com Ricardo Sá Pinto pela última vez no dia 26 de Novembro, ainda era treinador dos júniores do Sporting e deslocava-se a São João da Madeira para defrontar a equipa local, em encontro do campeonato nacional. Por coincidência, cheguei ao mesmo tempo que o autocarro do Sporting ao complexo desportivo e tive oportunidade de ver a equipa sair do autocarro. Quando vi Sá Pinto, ele que sempre foi um dos meus ídolos em termos clubistícos, fui ter com ele, disse-lhe que também era treinador como ele e que pretendia tirar uma fotografia com ele. Muito simpático, desejou-me sorte e foi muito afável no trato. Durante o jogo, estive por trás do banco do Sporting, onde estava um Sá Pinto enérgico, motivador para com os seus jogadores e enquanto eu comentava situações do jogo, ele virou-se para trás e começava a concordar comigo, debatendo situações e procurando soluções. Lembro que nesse jogo, a Sanjoanense, tal como se esperava, apresentou um bloco muito baixo, aproveitando essencialmente erros de construção do Sporting para sair em transição. Sá Pinto estava possesso, não é apreciador deste estilo de jogo, apenas defensivo e pouco clarividente ofensivamente e comentava comigo, virando-se para trás e perguntou-me inúmeras vezes se aquilo era futebol. Muitos dirão que o Sporting se tem apresentado assim a nível europeu e eu discordo, porque não vemos o Sporting a deixar de atacar, a deixar de querer fazer golos, a deixar de querer ganhar. 

Mas o que mais apreciei em Sá Pinto foi o carisma, a relação com os jogadores, os jogadores com ele e ele com os jogadores, a qualidade de jogo, um jogar à Sporting que tanto hoje ainda apregoa como na altura o fez comigo. O Sporting venceu. Venceu e venceu bem, perante uma Sanjoanense bem organizada defensivamente mas pouco clarividente a nível ofensivo. Mas o que ficou na retina, foi a imagem de um treinador. Ninguém apostaria em Sá Pinto neste registo, sobretudo porque lhe ligam muito, e de maneira compreensível, a actos passados.

Hoje, a comunicação social está surpreendida com o início de carreira ao mais alto nível de Sá Pinto, surpreende-se com a sua postura calma, alheia a polémicas e simpática nas conferências de imprensa e surpreende-se com os resultados que a equipa tem apresentado sobretudo a nível europeu. Eu não estou surpreendido. Senti-o, in loco, no passado dia 26 de Novembro. Na vida de treinador, sabemos que hoje somos bestiais e amanhã somos bestas, mas não tenho dúvidas que Sá Pinto se preparou, para estar onde está hoje. Se vai ter sucesso ou não, só mais tarde saberemos, mas os primeiros principios têm sido positivos. Para continuar a acompanhar com atenção.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Bravo!


A prova de que o futebol também tem um lado bonito, apaixonante, solidário e carinhoso. Bravo Di Natale! Bravo!

sábado, 14 de abril de 2012

Impossível não gostar...


Quando falamos em centrais de top, provavelmente os primeiros nomes que nos vêem à cabeça serão Gerard Piqué, Sérgio Ramos, Pepe entre outros. Na Alemanha, mais propriamente em Dortmund, vive uma das mais interessantes duplas de centrais do futebol europeu. Falo evidentemente de Subotic e Hummels, dupla de centrais do provável bi-campeão Borússia. Se é verdade que os jogadores reproduzem em campo, a ideia do treinador, não é menos verdade que a relação que têm com a bola potencia, ou não, tudo o resto. Hummels, falando particularmente, é um central completíssimo no meu entender e não é por acaso que, atendendo ás suas características, o Barcelona surge como potencial interessado. Não é em vão, atendendo às suas características e aquilo que o modelo do Barça pede na sua posição 4. 

Hummels é muito forte na primeira fase de construção, tem uma capacidade de passe notável, quer vertical quer horizontal, sendo o vertical sempre mais perigoso e imprevisível pelo explorar da profundidade se for longo, ou pelo jogo entre linhas se for mais curto. É um central forte em antecipação e extremamente sereno em todos os momentos, o que para um central, é sempre de valorizar. Antigamente a um central pedia-se capacidade de desarme, dureza, simplicidade de processos, hoje em dia potenciam-se outro tipo de comportamentos aquando da passagem da fase defensiva para a ofensiva e neste capítulo, são poucos os predestinados com a capacidade para serem construtores de jogo na sua primeira fase. Hummels tem isso e seguramente, tem todas as características e mais algumas para a curto prazo, ser um dos centrais referência a nível europeu.

Como diz o título e eu gosto muito deste tipo de defesas centrais, é impossível não gostar.

Aqui fica um vídeo como complemento ao que falei.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Curtas sobre o clássico


- Vitória justa do Sporting, e tendo em conta o que se passou durante os 90 minutos, peca por escassa. Se é verdade que a grande penalidade que ficou por marcar a favor do Benfica, poderia ditar outro tipo de jogo, é um facto, mas na generalidade, o Benfica fez muito pouco em Alvalade, sendo derrotado em todos os sentidos e com Sá Pinto a levar a melhor sobre Jorge Jesus no plano estratégico;

- Jorge Jesus volta a cometer os mesmos erros que já lhe custaram dissabores no passado, sobretudo na época passada, ou seja, poucos homens no corredor central do meio campo, muita gente à frente da linha da bola, e quando acontecem perdas de bola, o Benfica é uma equipa demasiado exposta, defendendo com muito pouca gente. Se contra a maioria dos adversários do nosso campeonato, esta estratégia pode resultar, contra outro tipo de equipas com mais poderio, esta estratégia é desastrosa. Aconteceu ontem, com várias saídas em transição por parte de Elias, Matias ou Izmailov em condução, aconteceu frente ao Braga com Mossoró sempre com muito espaço no corredor central para percorrer e definir. Teimosia enorme de Jorge Jesus, os mesmos erros de sempre;

- Luisão e Garay pareceram-me francamente ainda limitados fisicamente e existiram situações gritantes de desvantagem em confrontos directos que quer-me parecer, não teriam acontecido se ambos tivessem em situação física mais confortável. Valia a pena o risco? Ambos estariam nas melhores condições?

- Ricardo Sá Pinto muito bem a nível estratégico e na forma como organizou a equipa. Bloco médio/baixo, grande concentração de jogadores sobre os espaços, muita solidariedade defensiva, concedendo a primeira fase de construção ao Benfica sem qualquer tipo de pressão dos seus homens mais avançados aos dois centrais, concedendo-lhes a posse de bola, mas exercendo uma forte 'zona pressing' no meio campo ofensivo encarnado e também nos seus corredores laterais. O timing de antecipação de alguns jogadores foi muito interessante, tendo o Sporting aproveitado e muito bem as saídas em transição para criar muito perigo fruto também, da enorme valia de jogadores como Schaars, Matias, Elias e Izmailov.

- Jorge Jesus nunca me pareceu um técnico controlado, com noção exacta e capacidade de leitura e controlo do próprio jogo. Quer-me parecer que o seu estilo algo descontrolado no banco benfiquista, o impede de ter uma postura fria e exacta do que está a acontecer no jogo, o que o prejudica e à equipa que lidera. Pelo contrário, Sá Pinto, que surpreendentemente se está a revelar uma bela surpresa ao nível da sua postura, esteve sempre interventivo, calmo e parece-me que as substituições que fez, foram bem feitas.

domingo, 8 de abril de 2012

Estes romenos não apanham as emissoras todas pois não?



Então Jorge Costa, a fazer um trabalho verdadeiramente positivo na sua primeira época fora do país, na liderança do campeonato romeno com cinco pontos de vantagem, é despedido por um jogo em que correu menos bem?

É caso para dizer que os deuses, ups romenos, devem mesmo estar loucos. Ainda sobre Jorge Costa, depois da história mal contada que foi a sua saída da Académica, será que regressará à nossa Liga na próxima temporada? Não falando sequer da sua estadia na Académica, recordo as boas impressões de um futebol positivo que deixou no comando do Olhanense.

Porquê sempre tu?


Realmente, olhando a todo o talento inerente, é a pergunta que o mais comum dos adeptos fará. Não passam dois dias seguidos sem haver uma notícia sobre Balotelli. E quase sempre pelas más razões. Porquê perguntará o mundo inteiro? O que levará um jogador, de tão reconhecidas qualidades, com capacidade absoluta para estar no top 5 dos melhores do mundo, a desperdiçar de forma quase estúpida todo o seu talento?

 Deus dá nozes a quem não tem dentes e neste caso, este ditado assemelha-se completamente. Força, explosão, velocidade, técnica individual, potência, irreverência, golo. Todas estas palavras serviriam para descrever Balotelli, mas não, não é sobre isto que ele pretende que se fale, mas sim dos seus supostos flirts, das conferências de imprensa de apresentação de treinadores invadidas, das entradas assassinas que protagoniza dentro do terreno de jogo, da imaturidade que tem dentro do próprio jogo, é disto que ele pretende que se fale, ou então, não tem noção da realidade. E isto será um exemplo para os mais jovens que pretendem singrar no futebol?

Responda quem souber: o que leva um jovem com tantas qualidades, com tanto talento para o jogo, milionário, com tanta gente que se preocupa consigo e o quer levar para uma carreira condizente com um jogador de top, a desperdiçar de forma estúpida todas as suas qualidades? Costumo dizer aos meus jogadores, só os fortes, só os vencedores é que ficam na história, não aqueles que podiam ser tudo, e se calhar não irão ser nada. Consegue prever o futuro de Balotelli daqui a três épocas? Eu não, mas se pudesse apostava...

sábado, 7 de abril de 2012

Curtas sobre o Braga x Porto


Três notas curtas sobre o Braga x Porto:

- Porto, como grande equipa que é, não falha nos momentos decisivos. É um facto e é admirável em relação aos outros grandes. Se num campeonato tão nivelado por baixo, o Porto nos momentos fundamentais, não falha, é de grande equipa. O Braga e seu treinador, têem aqui um admirador. Boa organização, bons processos, mas um erro individual em zona proibida, matou este jogo. No entanto, não apaga o bom futebol e os bons princípios que esta equipa demonstra;

- Álvaro Pereira, tem tanto de bom jogador como de estúpido. O que lhe estaria a dizer o também "feliz e a rennie" Rolando quando ambos estavam no banco?

- Vitor Pereira, bem pressionado, tem grandes dificuldades ao nível da comunicação e o seu discurso precisa ainda de ser melhorado, porque a mensagem que tem que passar para o exterior, é fundamental.